Pesquisa Certus/BlogdoBG mostra que Robinson tem 51,54% dos votos e Henrique Alves tem 48,44%
Robinson também aparece à frente de Henrique em nova pesquisa
Há quatro dias da eleição do segundo turno da eleição para o Governo do Estado, o Instituto de Pesquisa Certus divulgou nova pesquisa nesta quarta-feira, 22, que mostra que Robinson Faria (PSD) tem 51,54% dos votos e o segundo colocado Henrique Alves (PMDB) tem 48,44%. Em números absolutos, a pesquisa mostra uma vantagem de Robinson superior a 100 mil votos.
O levantamento da Certus Pesquisa e Consultoria foi feito entre 18, 19, 20 e 21 de outubro e entrevistou 1.510 eleitores em todo o RN. Para Robinson, a pesquisa retrata a vontade das pessoas que estão indo as ruas apoiar a campanha do 55. “A nossa caminhada cresce a cada dia no Rio Grande do Norte com apoio das pessoas simples, do homem do campo, do autônomo que quer ver seu Estado crescer e prosperar. É a verdade das ruas confirmando a vitória da convicção sobre a conveniência. Juntos, acreditamos em um RN melhor e vamos chegar lá!”, destaca Robinson.
A pesquisa tem registro no TSE de Nº BR-01156/2014 e no TRE Nº RN-00045/2014. A Margem de erro é de 3% e o índice de confiabilidade é de 95%.
Fonte: Blog do BG
Artigo: “A Sociedade É Culpada”
"A sociedade não é vítima, é a culpada.
Reclama do governo e se esquece de que quem
colocou os políticos lá foi ela própria".
Ministro Marco Aurélio, presidente do TSE.
Por: Alcindo de Souza
Com a devida vênia, há controvérsia na sincera e surpreendente afirmação da mais alta autoridade eleitoral do país, o ministro e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio, que comandará as próximas eleições para presidente da República, senadores, deputados e governadores. O magistrado, culto e com reconhecido saber jurídico, foi, convenhamos, simplista ao transferir a culpa para a sociedade, pelo atual quadro político nacional. Senão vejamos: com mais de trinta partidos registrados no TSE, e com eleições a cada dois anos, surgem candidatos que nem eles mesmos acreditam que são candidatos, dada a inviabilidade de terem algum sucesso, mas se prestam ao insucesso movido por interesses menores e por algum benefício financeiro proporcionado pelos inaceitáveis fundos partidários. Sim, parte da elevadíssima carga tributária que o contribuinte brasileiro paga compulsoriamente abastece os cofres dos partidos políticos, sem nenhuma reciprocidade de benefício real para a população.
É recorrente por parte dos agentes políticos, o discurso de que a política brasileira é muito dinâmica e que portanto é assim mesmo. Tratando-se de uma ciência social é natural e até indispensável que contemple o dinamismo em seu contexto. O problema reside na sua habitual exacerbação apenas como forma de justificar o injustificável, como por exemplo os adversários de hoje transformarem-se como por um passe de mágica, em correligionários de amanhã e vive-versa, movidos apenas por interesses muitas vezes inconfessáveis, em que a mínima coerência programática é convenientemente esquecida, em nome de projetos pessoais e não coletivos, como deveria ser.
Com uma injustificável e autoritária obrigatoriedade de votar – oportuno lembrar que estamos numa Democracia - é comum nos depararmos com candidatos nos quais nunca votaríamos, seja para cargos majoritários ou proporcionais. Por esse viés, não parece justa a afirmação de que a sociedade é culpada e não vítima. A alternativa do voto em branco ou nulo não resolve o problema pois acaba favorecendo direta ou indiretamente exatamente aquele candidato em quem não se votaria. A meia culpa é a da reconhecida memória curta do eleitor brasileiro, que tem reconduzido ou reeleito políticos condenados até pela mais alta corte de Justiça, por crimes diversos que vão de desvios de recursos públicos a formação de quadrilhas. E não se pode dizer que são casos isolados. Apenas para arejar a memória, como aceitar ou compreender que o senador Renan Calheiros, um dos principais caciques do PMDB, pudesse retornar à presidência do Senado Federal, em alto estilo, tão pouco tempo após ser destituído do alto cargo por falta de decoro parlamentar e enriquecimento ilícito? Importante lembrar que foi reconduzido através dos votos dos seus pares, senadores, sem que nenhuma consulta fosse feita a seus representados - o povo que os elegeram. Isso para citarmos um exemplo mais recente.
Não exatamente a maior culpa mas a grande responsabilidade a ser atribuída à sociedade é a de que ela realmente assume poder decisório na hora do voto, da escolha, com real possibilidade de "condenar" candidatos indesejáveis para representá-los, prerrogativa garantida pela imperfeita mas importante e indispensável Democracia vigente no país. A sociedade a que nos referimos é aquela composta por eleitores independentes e politizados, embora minoritários. A maioria, lamentavelmente ainda é constituída por eleitores desinteressados em influir na vida de seus país e por beneficiários dos programas assistencialistas como bolsa família, vale-gás e outros do gêneros, que atendem a necessidades imediatas mas que viciam a muitos e envergonham a poucos. Com carências extremas, não há como exigir deles, um mínimo de independência.
O fato é que as possibilidades para a sociedade tentar corrigir os rumos da nossa combalida Democracia continuam. Outubro próximo é mais uma dessas oportunidades imperdíveis para se tentar elevar o nível dos nossos representantes nos parlamentos assim como o dos gestores públicos do país, sob pena de continuarmos com a pecha de culpados pelos descaminhos da nação no campo institucional e administrativo. É no momento indevassável do voto livre – expressivo símbolo de um regime democrático - que nos transformamos em reais juízes do nosso destino como cidadãos e com possiblidade real de influir como legítimo agente político integrante de uma sociedade que desejamos mais justa, igualitária e solidária. ![]()
É notório que as indispensáveis reformas institucionais somente ocorrerão se contemplarem a participação popular legítima, civilizada, democrática, plural e sem black blocs.
Alcindo de Souza. Administrador, morador de Candelária, Natal-RN
Episódios sangrentos no dia a dia geram mais insegurança e assustam quem não estava acostumado a tanta violência
O quadro de insegurança em Areia Branca é preocupante. E olha que não é coisa de agora, já vem sendo motivo de discussão faz algum tempo, porém sem avanços. A onda de roubos, assaltos à mão armada, arrombamentos e, principalmente, os assassinatos, estão aterrorizando as pessoas dessa que era orgulho dos seus habitantes pela calmaria nas ruas e tranquilidade com que se vivia.
Mais um pai de família tombou sem vida no início da tarde de ontem (“Chico Alves”, 62, da Salinas Indústria de Pesca), morto por desconhecidos. Até quando a população vai presenciar cenas como essa de braços cruzados, impotente?
Desde que a violência se instalou na cidade, já se perdeu a conta de quantas famílias choraram a perda de entes queridos. Os repetitivos episódios sangrentos que ilustram a crônica cotidiana, geram mais insegurança e deixam assustadas as pessoas que não estavam acostumadas a tanta violência.
O clima de terror é evidente. Muitos cidadãos não escondem o medo até de andar nas ruas. O que fazer contra a violência?
Promessas não faltam de melhorias na área de segurança, principalmente do Governo do Estado, só que até agora nada de concreto foi feito. A cidade está abandonada. A população não tem um mínimo de segurança, o policiamento é insuficiente para uma cidade que cresce, beira os 30 mil habitantes.
Quando a sensação de medo e desamparo atinge a população não bastam mais palavras e promessas. Não bastam mais justificativas ou explicações. Agora, é preciso ação. É preciso que o governo reveja suas ações na área de segurança e reassuma urgentemente o controle da situação. É isso que a população espera.
Secretário de Desenvolvimento Econômico do RN deixou o cargo para cuidar da candidatura a deputado federal
Rogério Marinho entrega cargo para se dedicar à campanha de deputado
Quem pretende concorrer a um cargo eletivo nas eleições de outubro deste ano, devem deixar o cargo até o dia 5 de abril, seis meses antes do primeiro turno. A regra está prevista na Lei de Inelegibilidades (Lei Complementar nº 64/1990), norma que estabelece os prazos para que agentes públicos saiam do governo para não ficarem inelegíveis.
De acordo com a lei, além de ministros de Estado, magistrados, presidentes, diretores e superintendentes de empresas públicas e chefes de órgãos que fazem assessoramento direto também devem pedir exenoração na mesma data. Candidatos a reeleição para os cargos de governador e presidente da República não precisam sair do cargo.
No Rio Grande do Norte a regra eleitoral já está sendo colocada em prática com bastante antecedência. Neste sábado, 11, o ex-deputado federal Rogério Marinho (PSDB), deixou o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico do RN.
Leonardo Rêgo já anunciou que também deixará secretaria para ser candidato
O ato de exoneração, assinado pela governadora Rosalba Ciarlini (DEM), foi publicado no Diário Oficial do Estado. Em lugar de Marinho, assumirá a chefia da pasta o adjunto, Sílvio Torquato.
Filiado ao PSDB, o ex-secretário informou à imprensa que não se trata de rompimento, mas sim de um acerto formalizado desde junho do ano passado com a governadora Rosalba Ciarlini, para se dedicar à campanha pela reeleição. Rogério é suplente de deputado federal de Betinho Rosado (PP).
Até abril, outros auxiliares de Rosalba Ciarlini devem deixar o Governo do Estado para disputar as eleições de 2014. O secretário estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Leonardo Rêgo (DEM), já anunciou que deixará a pasta para disputar as eleições. Possivelmente tentará uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Aldair da Rocha também pretende se afastar da Sesed para ser candidato a deputado estadual
Além do ex-prefeito de Pau dos Ferros, Leonardo Rêgo, o secretário estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), Aldair da Rocha (PTB), também pretende se afastar do cargo para ser candidato a deputado estadual.
De Collor a Dirceu: jornalista especializada em política comenta suplício vivido pelo PT com a prisão de dois dos seus ícones
José Dirceu e José Genoino, algozes de Collor, estão na cadeia (Foto/montagem)
Eliane Cantanhêde
Não por mera ironia do destino, o processo contra Fernando Collor se arrasta há duas décadas, ele vem ganhando todas e tem mandato de senador da República, enquanto dois de seus algozes, José Dirceu e José Genoino, vão para a cadeia.
Veja como é a história: Lula já confraternizou com Collor e justificou o impeachment como mero joguinho político, o efêmero PRN nem existe mais - na prática e na memória - e o PT vive o suplício de ver dois de seus ícones presos.
O enredo é novelesco, com a lenta inversão de papéis, o mensalão, o julgamento, até a coincidência de datas --as prisões saíram no aniversário da Proclamação da República.
Destaque para os protagonistas. O réu mais ilustre é José Dirceu, ídolo de uma geração: líder estudantil, revolucionário de romance, presidente que conduziu o PT da utopia para o pragmatismo e homem forte do primeiro governo de esquerda.
A condenação mais doída é a de José Genoino, o sobrevivente do Araguaia, a voz da ponderação no PT e uma referência de congressista: leal, hábil e eficaz.
Ambos em simbiose com banqueiros, empresários, publicitários espertalhões e líderes de partidos historicamente adversários do PT.
Joaquim Barbosa, levado por Lula, foi o homem certo na hora certa da história. Negro e da maioria pobre que lota as cadeias, foi a estrela do julgamento que impõe penas e prisões para os da minoria rica, até então impune.
Cada peça e cada detalhe se encaixam num todo surpreendente. Nenhuma ficção poderia superar essa realidade, que vira uma página no país e abre outra cheia de expectativas e também de dúvidas.
Quando o PT entrou no vácuo do PRN, Dirceu aderiu aos métodos de Collor, a vitória subiu à cabeça de Lula e os fins --fossem quais fossem-- justificaram todos os meios, tudo poderia acontecer. E aconteceu.
De Collor a Dirceu, uma evolução: só a punição política já não basta.
Eliane Cantanhêde, jornalista, é colunista da Página 2 da versão impressa da Folha, onde escreve às terças, quintas, sextas e domingos. É também comentarista do telejornal "Globonews em Pauta" e da Rádio Metrópole da Bahia
A PEC 37 e a impunidade no Brasil: proposta atenta contra o regime democrático, a cidadania e o Estado de Direito
A mídia nacional tem sido amplamente ocupada nos últimos dias por discussões e debates sobre a PEC 37.
Mas o que o cidadão comum tem a ver com a tal PEC 37? Muito.
A Proposta de Emenda Constituição nada mais é do que uma estranha e suspeita tentativa de alguns setores da sociedade de querer retirar do indispensável e operoso Ministério Público a prerrogativa de realizar investigações criminais.
Diante da evidente impunidade que impera no país, tendo esta sido reconhecida textualmente pelo então ex-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, César Peluso, a quem interessa não investigar supostos crimes? Especialmente os do chamado colarinho branco? Uma outra pergunta que não quer calar: desde quando um mortal – e mesmo concursado - Delegado de Polícia tem autoridade ou autonomia para investigar, por exemplo, um Juiz, Deputado, Senador, Governador ou Ministro de Estado?
Como não bastasse o elevadíssimo poder intimidatório, uma verdadeira excrescência os protege: o arcaico e inadmissível fórum privilegiado. Aliás, privilégios deveriam ser “valores” banidos definitivamente da legislação penal brasileira por não caberem mais numa sociedade que se pretende democrática. Privilégio para cometer crimes diversos que vão desde o desvio de recursos públicos da merenda escolar a homicídios e não serem julgados? Sim, os dados comprovam que o Supremo Tribunal Federal não consegue dar conta sequer das matérias constitucionais, para o qual foi criado. O resultado tem sido milhares de processos envolvendo políticos e autoridades, sem julgamento.
Controverso, o tema tem sido debatido com farto argumento contraditório. Para Magnus Barreto, delegado e diretor da Associação Nacional dos Delegados de Polícia, a Polícia Civil tem prendido mais do que o Ministério Público. A réplica defendida pelo promotor de Justiça Eudo Leite, presidente da Associação dos Promotores de Justiça do RN, é de que a Polícia só “prende preto, pobre e prostituta”, levando a reconhecermos veracidade em sua lamentável mas inegável afirmativa.
Pretender exclusividade de investigação para as Polícias Judiciárias é querer que tudo continue impunemente, pela simples constatação da incapacidade investigativa revelada por essas instituições ao longo do tempo.
Aliás, no Brasil, tem sido comum observamos um preciosismo jurídico que cada vez mais tem favorecido aos infratores da lei. Disso tem se aproveitado habitualmente alguns órgãos de defesa dos Direitos Humanos, ao defenderem com inexplicável veemência supostos criminosos quando tratados com os rigores da lei. Em contra-partida, não se constata os mesmos cuidados com familiares vítimas da violência, quando perdem o maior dos patrimônios: a vida.
Se há excessos midiáticos nas operações do Ministério Público, sem nenhuma dúvida, eles são infinitamente menos graves para a sociedade do que a inoperância e incapacidade de investigar das polícias em todo o país. Que se busque, então, a responsabilização dos agentes públicos que cometam os excessos. Afinal, todos, queiram ou não, estão sujeitos à lei.
O argumento de que a Constituição garante apenas às polícias judiciárias investigar, é insustentável. A mesma Carta Magna cidadã de 1988 também garante a todos nós, simples mortais, DIREITO à Saúde, Segurança e Educação. Não temos nenhum deles. Pagamos caros por Planos de Saúde, Seguranças privadas e Faculdades particulares.
Procuradores e promotores de Justiça lançam manifesto contra a PEC 37
Há, nesse contexto, uma grave preocupação: cabe ao Parlamento brasileiro, constituído pelo Senado Federal e Câmara dos Deputados, a nobre tarefa de alterar a legislação brasileira em consonância com a ordem institucional e os anseios legítimos dos brasileiros. Imperiosa outra pergunta: interessa ao senador alagoano Renan Calheiros, presidente do Senado e ao deputado federal potiguar Henrique Alves acabar com seus generosos e injustos privilégios corporativos?
Para concluir, um imperioso esclarecimento: não detentor de conhecimento jurídico formal para o tema, encontro razão para fazê-lo como mortal cidadão observador da cena política nacional, cujos reflexos acontecem no município, onde a vida acontece. Motiva-me ainda a fazer a abordagem a consciência de que na Democracia as transformações só se tornarão possíveis com a legítima participação popular. Sempre de forma democrática e civilizada.
Por fim, ainda, a convicção de que não temos o direito de perder a nossa capacidade de nos indignarmos. Afinal, somos partes legítimas de uma sociedade que se pretende democrática, justa e solidária.
ALCINDO DE SOUZA, administrador de empresas
O dia em que a Aphoto (quase) foi despejada do Mercado de Petrópolis
Alex Gurgel
Terça-feira, quinze pra meio dia, um calor insuportável em Natal. Pelo celular, Adrovando Claro (diretor cultural da Aphoto) agoniado e com uma voz apressada, bombardeia uma noticia trágica: “A Aphoto está sendo despejada do Mercado de Petrópolis”. Aviso que já estou indo em direção ao Mercado e ela vai narrando que havia alguns fiscais da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Sensur), querendo desocupar o box 38 da Aphoto... “Homi, venha correndo que vão levar as coisas”, gritava Adrovando, num desespero só.
Quando cheguei ao Mercado Municipal de Petrópolis, encontrei Adrovando e Samuel (o rapaz que estava abrindo o box algumas por semana) estavam “arrumando as coisas” para a Sensur levar. De pronto, me apresentei como presidente da Aphoto, e comecei a explicar ao funcionário da prefeitura chamado Jonas Mendes, que se identificou como diretor do departamento de Feiras e Mercados, os problemas que envolvem o box 38 que ainda está em nome de outra pessoa...
Jonas entendeu que o quiproquó em torno do box 38 não é problema exclusivo da Aphoto, pois, a direção da entidade tentou várias vezes resolver a situação na gestão passada e de vários ex-secretários, para torna de direito da Aphoto (o box) o que já usa de fato. A primeira providência é a Prefeitura de Natal rever o processo em andamento que transfere o box do nome de terceiros (desaparecidos e ignorados) para o nome da Aphoto.
Muito educadamente, Jonas relatou os planos de a Prefeitura de Natal em revitalizar o Mercado de Petrópolis e quer todos os boxes abertos. Expliquei sobre a importância do trabalho da Aphoto no desenvolvimento da Fotografia Potiguar, assegurando que o box da Aphoto funciona para expandir a nossa fotografia e também serve como ponto de referência para fotógrafos de outros lugares possam fazer um intercâmbio com fotógrafos natalenses. Até dezembro passado, o box da Aphoto estava aberto todas as manhãs. A pessoa que ficava pela manhã teve um problema de saúde e teve que ficar em casa.
Depois da Chegada do aphotista Canindé Soares e muitos telefonemas depois para pessoas comprometidas com a fotografia, o diretor do departamento de Feiras e Mercados resolveu deixar o box da Aphoto em paz e marcou uma reunião com o secretário da Sensur, Raniere Barbosa, para que a diretoria vá apresentar seus argumentos para se manter no box 38, na Rua da Literatura, do Mercado de Petrópolis. Até resolver a pendenga do box com a transferência da “permissão” para o nome da Aphoto, o box ficará fechado, mas ainda sob custódia da entidade.
Na tarde de ontem, Adrovando me liga aliviado, depois de toda a articulação para “liberar” o box da Aphoto de uma “ação de despejo”... era só felicidade. “A Aphoto é uma entidade cultural de categoria e não pode ser tratada dessa maneira”, bradava o diretor de cultura da Aphoto. A ligação de Adrovando era para articular um “Ato de Desagravo”, no próximo sábado, quando a Aphoto vai realizar a entrega das Carteiras de Sócios e faz um chamamento para que todos os sócios possam ir até o Mercado de Petrópolis, na sede da Aphoto, para buscar suas carteiras. Na ocasião, haverá uma roda de samba na praça de alimentação do Mercado onde os aphotistas estarão se confraternizando...
* Alex Gurgel é presidente da Associação Potiguar de Fotografia (Aphoto)
Quem foi que disse que em Areia Branca não tem Carnaval?
Pererê: consagração pelo povo do nosso mais tradicional bloco de rua
Por Maria Edivanda Pereira
Desde a quinta-feira que, apenas para documentário próprio e uma análise futura, venho registrando os momentos momescos de minha terrinha, Areia Branca. Ouvindo pessoas de várias faixas etárias e sexo. Logo cedo, na quinta-feira me, deparei com uma ação de encher os olhos e o coração: carnaval do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Todos felizes cantavam pelas ruas, acompanhados de um carro de som, machinhas de carnaval. Vi a felicidade e profissionalismo de quem trabalha com amor, minha amiga Lucinete e dona Lucinha. Parabéns, meninas!
Estive no carnaval da Casa do Ancião, a alegria de quem já perdeu o direito a tudo foi proporcionada por aqueles profissionais que cuidam da entidade, tudo feito com muito amor. Gostaria aqui de parabenizar, em especial, a alegria contagiante de Meirinha e Rafael que transpiravam amor.
À noite, foi a hora do enceramento do campeonato de blocos, evento já consolidado em nossa terrinha. Parabéns a todos os blocos envolvidos, gerente de Esporte, Cérsar Albuquerque, que brilhantemente conduziu tão grandioso evento. Um agradecimento especial vai para aqueles que conseguiram inovar e levar nossa cidade para os quatro cantos do mundo, desafiaram e colocaram “no ar”, via internet, o Canal Areia Branca. Parabéns, vocês fizeram história.
“Papangu do Amaral”, uma brincadeira que virou mania no sábado de carnaval
Na sexta-feira, modinhas aqui, folia ali, durante o dia era só um preparo para o nosso tradicional Pererê. Aqui vai meus parabéns para esse grande guerreiro, empreendedor nato, Chico Paiva. Desista não, meu amigo, Areia Branca precisa de você. A casadinha deu certo com a Tropical Casa Show. É preciso ter coragem para inovar.
Não chequei a ver, mas tenho plena certeza que foi sucesso a festa do Ivipanim Clube, o tradicional Baile da Saudade. Grande Rogério Edmundo, sempre preservando nossa cultura.
No sábado (ontem), o dia começou tranquilo, parecia que tinha ido embora o momento momesco. Sai à tardinha para dar aquela olhadinha na Calçada da Vibração. De cara deparo com a felicidade recheada pela machinha de carnaval do bloco “Os Seis”, que estava mais para 60, felizes em família, cantavam, dançavam, pulavam, lindo, cultura pura.
Segui para a outra rua e encontro com o hilariante bloco “Ke Lapa de Bucho (KLB). De mãos dadas vi de cara João e Aurizete. Exemplo de superação, a felicidade amiga reinava ali.
Dou a volta no quarteirão e ai tenho que dar aquela parada, afinal vem ai o “Papangu do Amaral” arrastando uma multidão. Fantasia que nos faz dar aquela gargalhada, a banda de frevo que encanta com sua frevança única. Parabéns aos idealizadores, família Amaral, carnaval que nasce em família é recheado de paz.
Frevança nas ruas: esse é o povo que amo, essa é minha terrinha
Volto à Calçada da vibração. Que vibração! Fiquei encantada. Avô, avó, pai, mãe, irmão, irmã, tio, tia, primo, prima, esposo, esposa, namorado, namorada, amigos, muitos amigos, a frevança rolando solta. Parabéns Família Tavernard, isso é carnaval de alto nível.
Então, me pergunto: quem foi que disse que Areia Branca não tem carnaval?
Bem, logo,logo, retorno... Esperemos então o desfile das escolas de samba neste domingo.
Na segunda-feira tem o bloco “A Soma Dá Mais de 300” (nesse eu vou, é bom demais), as novidades da terça-feira, “Os Vadios da Quarta” e o Mela-Mel... Zé Pereira na Redonda, Mulheres de Areia em São Cristóvão. Com trio, sem trio, com banda, sem banda, todos estão sendo felizes. Esse é o povo que amo, essa é minha terrinha. Angelikinha Trajano aqui do meu lado complementa: "o carnaval tá dentro de cada um".
Maria Edivanda Pereira, Agente de Desenvolvimento e Assessora de Avaliação, Controle e Acompanhamento de Programas e Projetos da Prefeitura de Areia Branca
Fotos: Afrânio Mesquita / Portal Zona Fashion
Areia Branca está de luto pela morte de um dos ícones do futebol local em todos os tempos: Toinho de Leônidas, um craque
A partir da esquerda: Miranda (um contador de histórias das Areias Brancas), Toinho de Leônidas e Louro. Em 16 de agosto de 2009 Miranda reuniu os dois ícones do futebol areia-branquense e se disse honrado de ter posado ao lado deles, os “dois matusaléns do futebol areia-branquense”
O legendário desportista areia-branquense Toinho de Leônidas faleceu ontem, 22, depois de um longo período padecendo de enfermidades. Foram mais de 80 anos de vida, grande parte desse tempo dedicado ao futebol, onde reinou absoluto ao lado de outros gigantes da bola que fizeram de Areia Branca, no passado, um celeiro de grandes talentos.
Recordo de uma derradeira homenagem a Toinho de Leônidas, prestada pela Liga Desportiva Areia-branquense (LDA) em 2010, por iniciativa do então presidente da entidade, o dublê de desportista e radialista, Tony Costa. Vários craques do futebol no passado foram homenageados naquela tarde de domingo, na festa de abertura da tabela de jogos do Campeonato Municipal de Futebol 2010 de Areia Branca.
Sobraram emoções naquela tarde, quando antes do pontapé inicial da partida que abria o campeonato, a LDA em parceria com a Gerência Executiva de Esportes da Prefeitura de Areia Branca prestou uma justa homenagem ao desportista Toinho de Leônidas, que recebeu das mãos do seu filho, Júnior de Leônidas, também desportista, uma placa em reconhecimento à sua contribuição para o futebol areia-branquense.
Que fiquem as boas lembranças de Toinho de Leônidas... (Luciano Oliveira – Editor).
Contabilidade dos carnavais passados comprova que o evento constitui um investimento com retorno garantido para a cidade
Faltava espaço no Largo da Folia para acomodar tanta gente
Sai em 11 dias a decisão da Justiça sobre a realização, ou não, do Carnaval 2013 de Areia Branca. Foi o que ficou acertado durante audiência na manhã desta sexta-feira, 11, em Natal, em que a prefeita Luana Bruno (PMDB) apresentou ao Ministério Público que atua junto ao Tribunal de Contas do Estado (MPJTCE) as justificativas para o município realizar a festa de Momo este ano.
Os procuradores do MPJTCE ouviram as explanações feitas pela prefeita (que estava acompanhada de assessores das áreas jurídica, econômica e administrativa, além de representante do segmento empresarial da cidade) e deram prazo até a sexta-feira, 18, para se pronunciarem sobre o assunto. Nesse espaço de tempo será feita uma consulta ao representante do MP em Areia Branca e a questão será analisada sob todos os aspectos.
De antemão, o MP deixa claro que caso seja autorizada a realização do Carnaval local, os custos devem ser reduzidos ao máximo. A Justiça não quer o comprometimento de verbas públicas para financiamento de eventos de cunho festivo nos 139 municípios potiguares onde foi decretada situação de emergência.
Como bem disse a prefeita Luana Bruno, uma carnavalesca assumida, o Carnaval de Areia Branca não constitui um mero evento com o intuito de celebrar a maior festa popular do Brasil. Aqui, os grandes carnavais realizados pela prefeitura nos últimos anos mostraram que o investimento feito pelo município tem retorno. Ou seja, é uma festa para gerar divisas econômicas para o município e não prejuízo para o erário.
A contabilidade dos carnavais areia-branquenses que aconteceram de verdade a partir da primeira gestão do ex-prefeito Bruno Filho (1997-2000) e tiveram continuidade com o ex-prefeito Manoel Cunha Neto, “Souza”, mostrou que o comércio varejista, os setores de hotelaria e imobiliário, entre outros, cresceram vertiginosamente na cidade. As pessoas comuns também passaram a acreditar no evento como fonte geradora de ocupação e renda. E a paz reinava. Eram festas grandiosas, com índice zero de violência.
A festa começa com a escolha do Rei Momo e da Rainha do Carnaval, na praia
Os números dos carnavais de Areia Branca, no auge, ainda impressionam. Mais de 100 mil foliões circulavam pelas praias, ruas e Largo da Folia durante o período da festa que fazia circular mais de R$ 2 milhões na cidade, gerava em torno de 2,5 mil empregos temporários e ocupação para outras 500 pessoas que atuavam especificamente como seguranças. E mais: entre 300 a 400 casas chegaram a ser alugadas na zona urbana e no litoral somente durante uma temporada carnavalesca.
Pegando “carona” no crescimento dos carnavais locais, houve o surgimento de incontáveis opções gastronômicas e de entretenimento e lazer. Uma verdadeira proliferação de hotel, pousadas, bares e restaurantes na cidade e no litoral no decorrer da efervescência do evento.
Durante os grandes carnavais locais, acomodação para os foliões vindos de outras cidades não era problema. Além dos imóveis disponíveis para aluguel, existiam muitas opções.
Onde ficar? Relembre:
Hotel Costa Atlântico – Praia de Upanema
Pousada Bom Jesus – Centro
Pousada Porto do Sal – Centro
Pousada São José – Centro
Pousada Visão – Conjunto IPE
Pousada O Osmar – Bairro Somoban/BR-110
Pousada Tombo do Mar – Praia de Upanema
Pousada do Divaldo – Praia de Upanema
Pousada Brisa do Mar – Praia de Upanema
Pousada Baixa Grande – Praia de Baixa Grande
Edilsu´s Pousada – Praia de Baixa Grande
Balneário Solemar – Praia de Baixa Grande
Pousada Morro Pintado – Praia de Morro Pintado
Pousada Costa Branca – Ponta do Mel
Beiral Pousada – Ponta do Mel
Pousada Teodoro – Ponta do Mel
“Arrastão” é o diferencial do Carnaval de Areia Branca
Onde comer? Eram muitas opções. Relembre algumas:
Hotel Costa Atlântico – Praia de Upanema
Restaurante O Paladar – Centro
Frango na Brasa – Centro
Citrus Lanche – Mercado Público / Centro
Ponto Feito – Mercado Público / Centro
Pizzaria Pic-Nic – Centro
Pizzaria Night Point – Centro
Stop Lanch – Centro
Massas Dourado – Centro
Restaurante Sabor da Carne – Centro
Bel Lanche – Bairro São João
Churrascaria O Osmar – Somoban / BR-110
Churrascaria O Fabrício – Somoban / BR-110
Restaurante O Meinha I – Praia de Upanema
Restaurante O Meinha II – BR-110
Lanchonete / Restaurante Altas Horas – Centro
Ponto do Lanche – Centro
Sorveteria e Lanchonete Doce Tensão – Centro
Lanche Santista – Centro
Bar e Restaurante Sabor da Terra – Centro
Pizzaria e Cervejaria Brasil – Centro
· Por Luciano Oliveira, Editor
Morre Laércio Bezerra, proprietário da banca Tio Patinhas, um endereço que fez parte do meu roteiro de andanças pela capital por mais de cinco anos
Banca Tio Patinhas, em funciomento desde 1972, no mesmo local
Às vezes nos comovemos com a morte de pessoas que nem conhecemos. Aconteceu comigo ontem, 28, à noite, ao tomar conhecimento do falecimento de Francisco Laércio Bezerra, mossoroense que residia e comercializada em Natal desde a década de 70.
Não conheci Laércio, mas tive ligação com o seu ponto comercial, a famosa banca Tio Patinhas, em funcionamento na Avenida Rio Branco, Cidade Alta, desde 1972.
No período de 1979 a 1984 a banca Tio Patinhas se tornou parada obrigatória todas às vezes que eu passava por Natal rumo a Aracaju (SE), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ) onde trabalhava na época. Era lá, na Tio Patinhas, que comprava os suprimentos para a viagem: revistas, gibis e, principalmente, jornais de outros estados.
Numa reportagem sobre a morte do dono da banca Tio Patinhas, estampada hoje, 29, na Tribuna do Norte, o jornalista e proprietário do Sebo Vermelho, Abimael Silva, e o pesquisador Luiz Antônio Porpino, lembram que Laércio era um pessoa boa, "não existe uma só pessoa que fale mal dele".
Não conheci Laércio, que faleceu aos 58 anos na madrugada de sábado, de infarto, quando dirigia o próprio carro na BR-101, próximo ao bairro de Cidade Satélite. Mas da banca Tio Patinhas lembro perfeitamente, aquele amontoado de impressos exalando cheiro de tinta fresca adentrando pelas narinas. Um ópio, para os amantes da boa leitura. (O Editor).
A verdadeira história da emancipação política do município de Areia Branca, 120 anos depois
Amanhecer na bela cidade de Areia Branca, que aniversaria hoje (Foto: Rogério Soares - rogeriokenobi@hotmail.com)
Areia Branca está completando neste sábado, 22, feriado municipal, 85 anos de emancipação política e administrativa. Mas há controvérsia sobre a data correta da comemoração do aniversário da cidade. Segundo alguns pesquisadores, o correto seria festejar o aniversário da cidade a partir de 16 de fevereiro de 1892 e não a partir de 22 de outubro de 1927.
Em 1872, a localidade era distrito de Mossoró, com a denominação de Areia Branca. No ano de 1892, através do Decreto Estadual nº 10, de 16 de fevereiro, Areia Branca foi desmembrado de Mossoró e elevado à condição de município.
Considerando essa ordem cronológica, ao invés de 85, os areia-branquenses estariam comemorando hoje 120 anos de emancipação política.
Na sua missão de bem informar e também contribuir com o resgate histórico do município, o Blog buscou e encontrou no mais rico e extenso banco de dados sobre o município, o blog “Era Uma Vez em Areia Branca” (http://areiabranca.wordpress.com), um artigo muito bem elaborado e com riqueza de conteúdo, de autoria de Gibran Araújo publicado em junho deste ano, que trata justamente do tema. O texto segue na íntegra, leia.
Por Gibran Araújo
Inauguração do Palacete da Intendência Municipal, construído por Francisco Fausto de Souza e inaugurado em 31 de março de 1918, justamente na comemoração de 26 anos de Emancipação Política do Município de Areia Branca (Fonte da imagem: Acervo do autor, Anos 10)
Muita coisa mudou nos últimos 120 anos da história de Areia Branca. Mudam-se os nomes, mudam-se as datas, mudam-se os protagonistas dos fatos, mudam-se as formas de organizar as estruturas político-administrativas, mas nunca poderá se mudar a verdadeira história da Emancipação Política do Município de Areia Branca.
Em 5 de dezembro de 1872, ainda no Império do Brasil, a recente Povoação de Areia Branca ganhou o título de Distrito de Paz de Areia Branca, que mesmo ainda pertencendo ao Município de Mossoró, obteve essa nova condição de distrito como um vantajoso sinal de progresso, sendo o primeiro passo para uma futura emancipação política municipal. Porém, essa evolução não durou muito tempo, pouco mais de quatro anos depois, em 19 de dezembro de 1876, o Distrito de Paz de Areia Branca foi dissolvido. O lugar voltou a ser apenas um povoado sem Juiz de Paz, embora ainda tivesse a necessidade de tal autoridade presente.
Em 16 de fevereiro de 1892, menos de um ano após a promulgação da primeira constituição republicana brasileira, a Junta Governativa do Estado do Rio Grande do Norte reconheceu a importância do antigo título de Distrito de Paz de Areia Branca, elevando a povoação para a categoria de Vila de Areia Branca, que consequentemente se tornou a própria sede deste novo município potiguar com autonomia político-administrativa própria [ver imagem abaixo]. Mas somente em 31 de março de 1892, que houve de fato a instalação do Município de Areia Branca devido à criação da Câmara Municipal com as solenidades das posses do Presidente da Intendência escolhido e dos Intendentes Municipais nomeados.
Decreto Nº 10, de 16 de fevereiro de 1892, publicado pela Junta Governativa do Estado do Rio Grande do Norte, no qual “Fica creado um municipio no districto de paz de Areia-Branca, mantidos os mesmos limites, e elevada à cathegoria de villa a povoação do mesmo nome”
Fonte da imagem: Acervo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – IHGRN
Em 22 de Outubro de 1927, pouco mais de 35 anos após a emancipação política de Areia Branca, a vila, que correspondia à zona urbana desse município, foi elevada à categoria de Cidade de Areia Branca, uma honraria em reconhecimento ao notável desenvolvimento urbanístico da sede municipal, mas isso pouco acrescentou em termos de organização política e administrativa [ver imagem abaixo].
Lei nº 656, de 22 de outubro de 1927, sancionada pelo Presidente do Estado do Rio Grande do Norte, na qual “Ficam elevadas à categoria de cidade as villas de Areia Branca e Parelhas”
Fonte da imagem: Acervo do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte – IHGRN
Em 1929, houve uma alteração essencial na estrutura político-administrativa de Areia Branca com as criações do cargo de Prefeito Municipal e também da Prefeitura Municipal. Essa mudança atribuiu o poder executivo exclusivamente ao Prefeito, em substituição ao antigo cargo de Presidente da Intendência que na prática exercia tanto o poder executivo quanto o poder legislativo, e o poder legislativo aos Vereadores da Câmara Municipal, em substituição aos antigos cargos de Intendentes Municipais.
Em 1930, com o Golpe de Estado conhecido como Revolução de 30, tanto o Presidente da República quanto muitos prefeitos municipais foram depostos sem terminarem o mandato, como aconteceu com o primeiro Prefeito Constitucional de Areia Branca em 8 de outubro de 1930, e então foi instituído o sistema de prefeitura em todos os demais municípios do país em que ainda vigorava o antigo sistema de intendência.
Em 1987, quase um século após a emancipação política de Areia Branca, quando o ilustre vereador areia-branquense, o então presidente da Câmara Municipal, José Jaime Rolim se tornou Prefeito interino por 15 dias, ele sancionou a lei que decretou como feriado municipal o dia 22 de outubro em alusão ao aniversário da Cidade de Areia Branca, data já então comemorada anualmente.
Com o passar do tempo, a mídia e as pessoas designaram erroneamente a comemoração do dia 22 de outubro como o feriado da emancipação política de Areia Branca, sendo que essa data na verdade se refere somente ao dia em que a vila foi elevada à categoria de cidade, e não ao dia em que o município foi propriamente emancipado de Mossoró.
Em 22 de outubro de 2004, na suposta comemoração do 77º aniversário de emancipação política de Areia Branca, em entrevista à emissora local de rádio, o próprio José Jaime Rolim humildemente reconheceu o equívoco quanto à data de comemoração da emancipação política de Areia Branca, algo que ele já tinha feito antes em um de seus livros, “Resgatando Areia Branca”, publicado de maneira independente em 1997 pela Serigrafia IPE.
Além de ele não ser o culpado, em nada isso diminuiu a confiança na sabedoria desse exímio pesquisador ou a importância de todos os bons serviços prestados por ele tanto como professor, como político, como rábula, como historiador, ou ainda como líder do movimento estudantil ou líder religioso. Em 22 de maio de 2006, o saudoso Zé Jaime recebeu a grandiosa homenagem, ainda em vida, a altura de sua sapiência, de sua dedicação ao estudo e de seu amor por Areia Branca quando foi criado o Centro de Inclusão Digital de Areia Branca com o nome de Telecentro José Jaime Rolim. Na inauguração, o seu neto proferiu um discurso, pois o avô se encontrava cirurgiado em Natal, capital do estado.
Apesar de haver essa contradição na comemoração da emancipação política de Areia Branca, não há dúvidas de que o processo formal de emancipação política de Areia Branca se instaurou com o decreto de criação do município, publicado pelo Governo do Estado em 16 de fevereiro de 1892, e se concluiu com a instalação da Câmara Municipal em 31 de março de 1892.
Assim, neste ano de 2012, Areia Branca completou 120 anos de emancipação política. E mais uma vez as festividades solenes do dia 31 de março de 1892 tanto não foram repetidas, como continuam esquecidas [ver imagem abaixo].
Não podemos perpetuar essa incoerência, contando nossa história de modo distorcido para as crianças do futuro, comemorando um fato como se fosse outro, desprezando o devido valor para cada acontecimento.
(*) Gibran Araújo, areia-branquense, estudante de Engenharia de Energia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa). É membro da Academia Apodiense de Letras (AAPOL), eleito como sócio correspondente pelos imortais por seus relevantes serviços prestados à genealogia potiguar.
Artigo originalmente publicado na segunda edição de O PIRATA – Jornal Cultural da Ilha da Maritacaca, lançado no dia 16 de Junho de 2012 no Ivipanim Clube, Areia Branca, com a apresentação do grupo de teatro local Ethus, da Escola Estadual Cônego Ismar Fernandes de Queiroz, com a peça “Às Avessas”, selecionada como um dos cinco melhores espetáculos da oitava edição do Festival de Teatro da UERN – FESTUERN 2012, o único festival de teatro escolar do estado, patrocinado pela Petrobras.
Domingo, 7 de outubro: o dia em que todos somos juízes
O voto nos transforma em reais juízes do nosso destino pelos próximos quatro anos
Por ALCINDO DE SOUZA
Fechadas as cortinas da utopia política em que tudo é permitido no vasto campo das promessas que nunca serão cumpridas, tem-se neste domingo, 7 de outubro, o inevitável e saudável choque da realidade eleitoral. No Regime Democrático de Direito vigente no Brasil, no campo eleitoral temos felizmente uma real afirmação democrática quando em raros momentos da vida nacional nos tornamos todos iguais. Falamos do voto indevassável que nos permite ser absolutamente igual. Negros e brancos, pobres e ricos, poderosos e humildes se nivelam no peso democrático do voto depositado.
Simbólico e ao mesmo tempo decisivo, é passível sim se questionar o valor democrático da opção eleitoral. Teria um eleitor desinformado, carente e beneficiário dos bolsas família da vida a mesma liberdade de escolha de um contribuinte que compulsoriamente paga essa conta e pode fazer a opção realmente livre, embora não raras vezes tenha que votar em quem não escolheria para ser seu representante? A realidade indesejada nos revela que o voto transformou-se em uma mercadoria nos quatro cantos do país com o agravante do péssimo exemplo vindo de cima para baixo. Em alguns casos, atinge o nível dos preços praticados no fim das feiras livres, a conhecida xepa.
O eleitor minimamente esclarecido já percebeu que o mensalão, negado insistentemente pelo PT, mas comprovado pelo Supremo Tribunal Federal, a corte máxima de Justiça do país, nada mais foi do que a compra de voto dos parlamentares federais feita pelo governo petista de Lula. Assim, diante da carência que bate permanentemente à sua porta e da oferta dos corruptores candidatos, boa parte do eleitoral é empurrada para a lamentável venda de suas consciências.
Não há, portanto, como se falar em crime eleitoral quando está em jogo em muitos casos o inadiável saciamento da fome. Com ela presente, não há dignidade, nem muito menos liberdade. O nordestino porreta Luís Gonzaga já dizia em sua emblemática composição "Vozes da Seca" que "uma esmola a um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão". Falou em vão para suas excelências detentoras de mandatos e cargos públicos. O poeta desde então alertava para o que o nordestino precisava era de trabalho e não de esmolas que hoje transformadas pela mídia oficial em programas sociais dão-lhe tão somente roupagem nova.
Pois bem. Às dezessete horas deste Domingo, 7, teremos decidido quem serão os próximos gestores e respectivos legisladores municipais. Nunca é demais lembrar a afirmativa pertinente de que é no município que vida existe. E seremos, nós, eleitores, mais uma vez, os únicos responsáveis pela representatividade que conferimos aos candidatos para nos representarem. O voto nos transforma em reais juízes do nosso destino pelos próximos quatro anos.
Teremos, pois, a imensurável e democrática oportunidade de fazer com a nossa consciência e também, com nossas próprias mãos, a justiça que os tribunais não têm alcançado. Precisamos urgentemente rever nossos conceitos quanto aos critérios que devem nos motivar a decidir por determinado representante. É desejável e mais do que isso, indispensável que competência gestora, ética, espírito público e caráter prevaleçam sobre carisma, beleza, padrão social, parentesco e até dívida de favores.
Apesar da notória obviedade da afirmação, não é demais reafirmar que as consequências de nossas escolhas são absolutamente proporcionais à liberdade de fazê-las.
Acreditamos, por fim que o melhor voto, talvez seja o realizado em harmonia com nossas consciências. ![]()
ALCINDO DE SOUZA, administrador de empresas, areia-branquense
Natal, 6 de outubro de 2012
Insinuações de que a morte de “Chaguinha da Praça” teria ligações com a atual campanha eleitoral são absurdas
Causa estarrecimento um comentário externado num blog local que induz que o assassinato do taxista Francisco das Chagas da Silva, “Chaguinha da Praça”, tragédia ocorrida ontem, 3, teria ligações com o atual processo eleitoral em Areia Branca. Absurdo, apelativo e inoportuno tal procedimento.
Todos sabem que as campanhas eleitorais em Areia Branca sempre foram marcadas pelo acirramento entre candidatos a prefeito e o eleitor “apaixonado” que não esconde a emoção no andamento do processo. Realmente uma “guerra”, cujas armas são os discursos inflamados nos palanques, mas sem violência física.
“Chaguinha da Praça” era um eleitor como outro qualquer, sem representar risco ou ameça para qualquer candidato ou coligação
O taxista “Chaguinha da Praça” era um cidadão de bem, batalhador, pai de família e amigo de muitos. Era partidário, assim como milhares de areia-branquenses que revelam preferência eleitoral por meio das cores que simbolizam os seus partidos. Discutia política como muitos discutem. Nada de anormal nisso, pois uma campanha mexe com o emocional, gera desavença, às vezes, até dentro de casa.
“Chaguinha da Praça” era um profissional do volante com muitos anos de estrada. Já havia sido vítima de assalto e também a perda de um veículo. Areia Branca conhece a história. São os revezes de uma atividade que tem alto grau de perigo, porque lida com diferentes tipos de pessoas. E o taxista está sempre exposto. Sem contar que hoje se vive meio a insegurança, o governo nada faz para mudar a situação, deixa o cidadão entregue à própria sorte. Somente no espaço de tempo entre o último final de semana e ontem, foram registrados quatro assaltos e um assassinato em Areia Branca. No estado o quadro é surreal. Na semana passada invadiram e assaltaram até a residência do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE/RN), o ilustre desembargador João Rebouças, que também é areia-branquense. Fora o segundo assalto em sua residência. Um absurdo!
O taxista “Chaguinha da Praça” era um eleitor que tinha sua posição definida em relação a quem iria votar nas eleições do dia 7 de outubro. E todos respeitavam isso. O fato de ser tio de um candidato a vereador novato no cenário político, não fazia dele um homem diferente. Ele era apenas tio de um candidato, como tantos outros que estão na batalha pela eleição dos seus filhos, irmãos, primos, sobrinhos, maridos, esposas, namorados, namoradas, amigos... Por que somente ele teria que ser sacrificado? E qual o peso eleitoral dele (“Chaguinha da Praça”) a ponto de levá-lo à morte? Todos sabem que “Chaguinha da Praça” tinha a sua vida e o seu sobrinho, que também foi taxista, tinha a dele. E nem andavam juntos ultimamente a ponto de alguém imaginar que pudesse atraí-los para uma emboscada onde o candidato seria o alvo dos facínoras. Se o candidato a vereador, seu sobrinho, está incomodando alguém (eleitoralmente) com certeza “Chaguinha da Praça” não seria o “Cristo” nessa história, pois não teria motivo para isso. Politicamente falando.
As autoridades policiais devem, sim, apurar o caso à exaustão até como resposta à sociedade. Um crime dessa natureza não pode ficar impune, pois além do seu impacto junto à família da vítima, inquieta a população. E gera mais insegurança aos taxistas que já assistiram a esse filme antes com a morte brutal de outro colega de profissão, o popular “Sertanejo”, que morreu de forma mais cruel. (Editoria do Blog).
Mar & Sol Modas: um bom nome fez (faz) toda a diferença
José Fabiano Pereira da Silva[1]
É interessante como para alguns de nós, certos acontecimentos, lugares, pessoas, nomes e até mesmo produtos e marcas ficam eternizados em nossos corações e mentes, e acabam por nos fazer viajar no tempo e voltar ao passado, remetendo-nos a fatos que jamais se apagarão da memória. Comigo não é – foi – diferente. Nos últimos dias, ao deparar-me como uma camisa da Malwee, foi instantâneo: lembrei-me logo da MAR & SOL MODAS, loja que antanho funcionou no prédio que atualmente abriga o escritório de advocacia de Brasil Neto, e que foi por muitos anos a detentora da exclusividade dessa marca em Areia Branca. Tal loja foi na década de 90 uma referência em matéria de preço, variedade, atendimento, qualidade e bom gosto. Uma verdadeira febre. Aí de quem não tivesse uma camisa ou bermuda comprada lá.
Marca da Mar & Sol, loja de dona Maria Brasil, que foi referência em Areia Branca
Por falar em bom gosto e observando os nomes de algumas das atuais lojas da nossa cidade, percebo que esse bom gosto da MAR & SOL MODAS já começava pelo seu nome, pois que outras duas palavras caracterizariam, expressariam tão bem o que de melhor temos aqui na Salinésia, senão mar e sol?
Portanto, por essa e por muitas outras razões a loja de Maria da Conceição A. Nepomuceno, ou simplesmente, Dona Maria Brasil, jamais sairá do imaginário daqueles que a conheceram e tiveram a oportunidade e o privilégio de comprar e consumir os produtos ali vendidos. Havia roupas e acessórios diversos para todas as idades e a qualidade era indiscutível. Até aquelas pessoas mais exigentes saiam da loja de “Maria Brasil” – nome pelo qual, apesar de ter se afastado do ramo, ainda é amplamente conhecida até hoje a proprietária daquele estabelecimento comercial – completamente satisfeitas.
É bem verdade também que havia várias pessoas, dentre estas, algumas representante do time dos “exigentes”, que demoravam a voltar àquela loja a fim de honrar a dívida contraída. Outras tantas somente o faziam mediante insistentes e numerosos contatos e havia ainda aquelas, e não eram poucas, que simplesmente não voltavam jamais para quitar seus débitos. Mas..., assim é a vida, fazer o quê?
Aqueles eram outros tempos. Naquela época a confiança imperava e as fichas (pequenos pedaços de papel que continham os dados pessoais dos clientes e nas quais eram registradas suas compras e seus respectivos débitos) reinavam praticamente absolutas; raríssimas vezes um ou outro cliente fazia o pagamento em cheque. Presentemente, elas (as fichas) estão praticamente aposentadas, sobretudo devido a grande e rápida massificação do uso dos cartões de crédito. Hoje, é muito raro encontrar uma pessoa que não tenha um, que não faça uso do chamado “dinheiro de plástico”. Naquele tempo, porém, tudo era muito diferente. Os cartões de crédito eram objetos raríssimos, normalmente utilizados por uma pequena parcela da população. Os lojistas, por sua vez, ficavam de “orelha em pé”, desconfiavam; como ocorre normalmente com algo ou alguém que ainda não conhecemos muito bem, com o novo.
Mas, voltemos a discorrer sobre o nome da loja de Dona Maria Brasil: MAR & SOL MODAS.
A julgar por alguns nomes que costumamos observar em fachadas de algumas das atuais lojas de nossa cidade, creio que podemos asseverar que atualmente é raro encontrar nomes criativos e que retratem tão bem as potencialidades da nossa região, como MAR & SOL. O que vemos mais comumente é a utilização de nomes próprios ou até mesmo de objetos – que em alguns casos nada têm a ver o seguimento da loja, como por exemplo, uma palavra que designa o mundo rural usada para dar nome a uma loja urbana e que não vende nada do campo – seguidos de outros que normalmente definem o ramo de atuação desses comércios, como: modas, confecções, presentes ou variedades.
Algumas pessoas mais desavisadas, desatualizadas ou ainda os mais desatentos podem até pensar que isso é uma besteira e que não tem nada a ver, contudo, especialistas em marketing, gestão e administração de empresas, como Paloma Brito, do Portal Info Money, o maior portal financeiro do Brasil, disponível em http://www.administradores.com.br/informe-se/informativo/vai-montar-um-negocio-bom-senso-na-escolha-do-nome-da-empresa-e-essencial/3763/, afirmam que “entre as muitas tarefas que deverão ser cumpridas pelo novo empresário, a escolha do nome do estabelecimento está entre as mais importantes”. A consultora afirma também que “nomes curtos e de fácil pronúncia também são muito bem-vindos, principalmente por serem fáceis de guardar”.
A palavra fácil, aliás, é um consenso entre os consultores financeiros, para esses profissionais, o nome ideal para uma empresa deve ser: FÁCIL DE LEMBRAR, FÁCIL DE ESCREVER e FÁCIL DE FALAR.
Duvido que alguém com idade entre 30 e 50 anos, não se lembre da memorável MAR & SOL MODAS e da igualmente inolvidável Maria da Conceição A. Nepomuceno, ou simplesmente, “Dona Maria Brasil”!
PARABÉNS MINHA QUERIDA! MUITA SAÚDE E PAZ!
[1] Filho de “Seu” Nel e de Dona Terezinha; esposo de Ana Lúcia e pai de Ana Francis; fã das bandas 14 Bis e Circuito Musical e torcedor apaixonado do Clube Atlético Mineiro
NOTA DO BLOG: O bom texto do Professor Fabiano é, na verdade, uma oportuna homenagem a Dona Maria Brasil, pela passagem do seu aniversário nesta sexta-feira, 10 de agosto.
Opinião: um governo sem rumo, à deriva, mais perdido que cego em tiroteio
Cego em tiroteio é o que hoje se encontra a administração do governo Rosalba Ciarline. Desde que assumiu a cadeira do Palácio Potengi, em janeiro de 2011, que Rosalba Ciarline não tem conseguido alavancar o seu governo. Os baixíssimos índices de desaprovação do seu governo perante a população potiguar tem incomodado o grupo rosalbista constantemente. Recentemente a criação de uma comissão para tentar levantar a credibilidade do seu governo foi apenas uma demonstração e reconhecimento do perigo que ronda não somente o seu governo, bem como o futuro do seu agrupamento político.
Greves e mais greves é o que o governo de Rosalba tem enfrentado nos últimos meses nas diversas áreas de sua administração. Os impasses entre governo e os servidores públicos estaduais tem causado transtornos para a população norte-rio-grandense que tem sofrido com a falta de médicos e de estruturas nos hospitais do nosso Estado bem como a falta de segurança e a educação que mais uma vez por falta de compromisso da governadora entrou em greve. A demora por parte do governo para solucionar as reivindicações dos servidores do Estado, tem contribuído bastante para levar não somente o servidor público estadual bem como a população norte-rio-grandense, ao descrédito ao governo de Rosalba Ciarline.
Porém, atrelar os descréditos que hoje passa o governo do Estado somente a sua demora para atender as reivindicações dos servidores, seria um tanto quanto ser bonzinho por demais, pois, a sua falta de compromisso das promessas de campanhas não cumpridas juntamente com os recentes vetos de verbas para algumas obras em cidades onde Rosalba não teve apoio de seus administradores, é outro combustível para atual situação negativa porque passa Rosalba Ciarline e sua administração.
Se não mudar a sua metodologia de administrar, a junção de políticos como Henrique, Garibaldi, Agripino, Carlos Augusto e Ricardo Mota, não adiantará de nada. A presença das maiores lideranças do PMDB na administração de Rosalba, o Rio Grande do Norte todo sabe que é puramente política. Os interesses políticos do PMDB no cenário político de Mossoró, Caicó e Natal estão acima de qualquer divergência entre eleitores dos dois principais agrupamentos políticos do Estado.
Não será uma tarefa fácil para essa comissão reverter o quadro de descrédito que hoje enfrenta Rosalba Ciarline e seu governo. Além dos problemas que tem afetado o governo do Estado, os principais líderes dos DEMOCRATAS aqui no Rio Grande do Norte, tem que se articular e solucionar os problemas o quanto antes de algumas cidades administradas por prefeitos do partido DEMOCRATAS. É que esses municípios estão passando por uma crise de má administração dos mesmos. Um dos exemplos dessa cólera que hoje aflige dos DEMOCRATAS aqui no Estado é a administração do prefeito do município de Tibau. A situação que a população daquela cidade tem passado é degradante. O funcionalismo efetivo está com seus salários atrasados assim como os contratados. E por aí se vai.
Areia Branca - RN, 26 de maio de 2012
Glauco Araújo
Professora resolve dar um basta na dúvida sobre o vocábulo presidente ou presidenta?
Dilma quer ser chamada de Presidenta
O médico e escritor areia-branquense Evaldo Oliveira, que reside em Brasília (DF), enviou por e-mail essa pérola (acompanhada do pedido que a informação seja repassada pelo amor à língua portuguesa) que, em síntese, é uma bela aula de português.
Trata da polêmica/dúvida sobre a forma correta de presidente ou presidenta?
A professora Miriam Rita Mine, da Universidade Federal do Paraná, resolveu dar um "BASTA" no assunto. Leia.
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria: "A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
Por favor, pelo amor à língua portuguesa, repasse essa informação.
Do Blog: O Diário Oficial da União adotou o vocábulo presidenta nos atos e despachos iniciais de Dilma Rousseff. Mas os jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão adotaram o vocábulo presidente, por ser o mais correto. Na verdade, a ordem partiu diretamente de Dilma: ela quer ser chamada de Presidenta.
Opinião: as filantropias em épocas de eleições
Tem se tornado uma prática as ações "filantrópicas" em ano eleitoral, principalmente quando se trata em ano de sucessão municipal. Fazer filantropia é um gesto louvável quando de fato se faz sem pedir algo em troca (VOTOS). Mas, infelizmente as coisas não são bem assim. FILANTROPIA É: AMOR A HUMANIDADE, CARIDADE. Mas, a filantropia posta em prática passa longe do amor ao próximo, caridade? Impossível de se enxergar. Fazer o quê? Afinal, ainda existem alguns cidadãos potiguares carentes de quase tudo, principalmente de amor. Em ano eleitoral é fácil bancar o bom samaritano ou a boa samaritana. Embora os tempos sejam outros, em alguns casos, diga-se de passagem, peculiares, essa falsa filantropia tem surtido algum efeito, muito embora os resultados quase sempre não é o esperado pelo bom samaritano(a).
Em cidades do porte ou até mesmo maior do que Areia Branca a política da filantropia são feitas por grupos de pessoas geralmente ligadas direta ou indiretamente a algum partido político. Errado? Depende do ponto de vista de como enxergar o significado de filantropia. Porém, seria muito importante e louvável que essas "entidades" fizessem filantropia primeiramente o ano todo e não somente em quatro e quatro anos; segundo, que suas ações fossem realizadas sem pedir algo em troca. Será pedir demais?
As ações ofertadas por essas instituições, são geralmente os mesmos serviços prestados pelo poder público, pelo menos é o que deveria ser. Todos sabem que as obrigações de um gestor é de dar qualidade de vida aos seus habitantes em todas as áreas. Mas, é preciso relatar que essas obrigações dos gestores só foram adquiridas com implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal, embora, em alguns casos essas obrigações foram pro espaço.
Coincidência ou não, aqui na Salinésia essas obrigações começou ser aplicadas na primeira administração do então prefeito José Bruno Filho (PMDB). Portanto, é dever de qualquer administrador dar condições de uma vida digna aos seus habitantes.
Outro fato bastante interessante na filantropia aplicada por essas entidades, é que as ações desenvolvidas, geralmente são direcionadas a determinados grupos de pessoas que são ligadas as pessoas ou a políticos que estão à frente dessas "entidades filantrópicas". E viva a filantropia Copa do Mundo!
Areia Branca - RN, 13 de março de 2012.
Glauco Araújo.
Nota do Blog: Desenhos meramente ilustrativos, da internet
O estupro que não houve e o blá-blá-blá dos que apontam defeitos com os dedos sujos
Daniel e Monique, os protagonistas da polêmica no “BBB12”
Quanta hipocrisia com essa história de suposto estupro no Big Brother Brasil (“BBB12”). Como se, caso isso tivesse acontecido de verdade (pois não houve) fosse algo do outro mundo. Diante desse “Brado Retumbante” contra o programa, vale uma pergunta: 12 anos depois que o “BBB” está no ar, gerando amor e ódio nos brasileiros, só agora se percebeu que a casa não é um convento?
Modéstia, à parte, considero até comportados demais os ocupantes da casa. Pois estamos falando de moças e rapazes escolhidos a dedo pela produção e jogados num casarão com a liberdade de fazerem o que bem entender. Somado ao instinto natural de predador do homem, ainda tem álcool em abundância e mulheres saradísismas, seminuas, 24 horas ininterruptas de tentação.
Além de provocar choque de culturas, o objetivo do programa é misturar bebida e sensualidade para ver no que vai dar. No mundo real essa combinação (álcool e mulher) tem um destino final: cama! Seria o “BBB” diferente? Assisto ao programa pelo pay-per-view (pago) desde a primeira edição (lembram de Kleber Bambam?) e confesso que é um bom relaxante após um dia de labuta pesada. O conteúdo não difere muito dos enredos novelescos e das minisséries que as TVs abertas apresentam em horário nobre. Muitos palavrões? Igualmente qualquer filme brasileiro exibido na “Sessão da Tarde”. Mulheres com biquínis sumaríssimos? Vá dizer isso para os que freqüentam as praias do litoral brasileiro.
Embaixo do edredom do “BBB” talvez aconteça menos cenas picantes do que nos arredores dos clubes sociais em noites festivas. Ou em qualquer rave de fundo de quintal. E isso parece que não incomoda ninguém. Entendo o seguinte: o reality show é um programa alternativo, transmitido em horário adequado (classificado como impróprio para menores de 14 anos) e milimetricamente produzido. Agora, a programação ao vivo (24 horas) pelo pay-per-view é opção. Compra e assiste quem quer. Assim como os canais de filmes adultos especializados em produções pornô, sexo explícito, que os pacotes da TV por assinatura oferecem. Você só tem acesso ao conteúdo se comprar. Portanto, assiste se quiser.
Em tese, o BBB é a configuração da realidade de muitas pessoas. Somos amados e odiados naquilo que fazemos. O problema é que os críticos do programa às vezes esquecem que a casa é um mundo surreal de superação de limites e extravagâncias, um jogo engenhoso que provoca reações nas pessoas.
Entendo o “BBB” como sendo um programa de entretenimento. Claro que não é uma Disney. É um jogo e como tal possui regras a serem respeitadas. Na verdade o clima entre os confinados só esquenta mesmo em dias de festas (quartas e sábados) e isso já na madrugada, quando a galera tem tomado todas e libera geral. Nesse clima, é natural que alguém se exceda. E isso não ocorre só embaixo do edredom do “BBB”. Coloquem qualquer pobre mortal num quarto escuro, depois de uma noitada de culto a Baco, com uma bela mulher, sarada e seminua e vejam o que acontece. Acho perda de tempo os que abominam o programa tentar encontrar santos e demônios entre os participantes do reality show. Melhor seria essas pessoas reverem conceitos e deixar de apontar os defeitos dos outros com o dedo sujo.
Chega! Pois agora vou dar uma espiadinha!!! (Luciano Oliveira – Editor do Blog).
Chegou o verão, vem ser feliz! Consumo ou consumismo, agito ou descanso?
Por José Fabiano Pereira da Silva[1]
Chegou mais um verão! Como de costume, seu início se deu de acordo com dados oficiais, ainda no ano passado, mais precisamente em 21 de dezembro, e se estenderá até o dia 20 de março deste. Mas, para alguns, ele só começa mesmo pra valer agora, pois aqui em nossa região o pessoal costuma viver e aproveitar intensamente cada momento festivo.
Há apenas duas semanas atrás só pensávamos no Natal e nas festas de Réveillon para receber o Ano Novo; agora sim, é chegada a hora de guardar a roupa branca e o esquecer-se do champanhe e aproveitar ao máximo o sol e o mar e tomar aquela cervejinha “estupidamente” gelada, afinal de contas: CHEGOU O VERÃO!
Mudam as estações, – ainda que para nós existam apenas duas bem definidas, a chuvosa e a ensolarada – mudam as festas, as de fim de ano dão lugar agora ao Carnaval; o que não muda e, quiçá não mude jamais (“Mudaram as estações, mas nada mudou...”) é o forte, inapelável e, sobretudo, irrecusável convite ao consumismo, ao comprar compulsiva e exageradamente e na maioria das vezes sem – groso modo – “precisão”, o que por sua vez leva grande parte das pessoas ao prejudicial e incômodo endividamento, seguido de sérias implicações no orçamento familiar. Números divulgados recentemente pela SERASA EXPERIAN e disponíveis no endereço: http://www.serasaexperian.com.br/release/noticias/2012/noticia_00740.htm, dão conta de que “a inadimplência dos consumidores brasileiros cresceu 21,5% em 2011, na comparação com 2010”, ainda conforme esses números essa “foi a maior elevação verificada desde 2002, quando houve um crescimento de 24,7%”. O consumismo ocorre por motivos diversos; não é nossa intenção aqui discorrer sobre eles, mesmo porque não somos especialistas na área e, portanto, não dispomos de maiores e mais detalhadas informações acerca desse tema. No entanto, o senso comum e a observação do quotidiano a nossa volta nos permitem perceber que na maioria das vezes esta tendência a sair comprando e gastando sem uma reflexão prévia, ocorre porque as pessoas são alheias àquela que deveria ser a principal razão de comprar algum bem, objeto ou ainda um serviço, isto é, a satisfação das nossas necessidades, sobretudo as mais básicas. Depois disso sim, poder-se-ia começar a pensar em adquirir outros produtos e serviços de caráter mais supérfluo. Como bem sabemos, o que acontece normalmente é uma desafortunada inversão desta ordem, ou seja, o supérfluo toma o lugar do básico e acaba sendo colocado como algo necessário, imprescindível.
Os maiores responsáveis por essa onda consumista, claro, são os meios de comunicação de massa, sobretudo, a televisão – que em espanhol recebe curiosamente o nome de “caja boba”. Que ironia não é, pois, como bem sabemos, de boba ela tem nada. Muito pelo contrário, essas caixinhas mágicas (na verdade, aqueles que estão nos bastidores) são muito inteligentes, a ponto de fazer uma programação para que nós nem percebamos que, na realidade, os programados somos nós mesmos, afinal de contas, estamos sempre atrelando, condicionado algumas atividades do nosso dia a dia à programação televisiva ou ao nosso programa favorito. Entre uma novela e outra, entre um programa e outro a TV nos lembra, mais, nos convoca para a “Seleção da Felicidade” e passa obviamente a ideia – errônea, a meu ver – de que afortunado, ditoso mesmo é aquele indivíduo que consome muito. E o verão também é uma época para vender, para faturar alto. Ela também tenta passar através de suas mensagens que o único momento para ser feliz é agora, no verão, mais precisamente, neste verão; como se a felicidade fosse algo estanque, sazonal, uma mera questão de calendário, e tivesse lugar e hora marcada para acontecer.
Parece uma coisa inócua, mas não é, e nós nem nos damos conta disso. Quem nunca ouviu uma frase, propaganda publicitária ou anúncio de TV, nos quais aparecem modelos lindíssimos com os biquínis e sungas da estação, dizendo coisas do tipo: Chegou o verão, é tempo de ser feliz! Vem ser feliz, chegou o verão! Essa e outras frases corroboram o nosso pensamento e ajudam a ilustra-lo bem; há uma divulgação maciça de imagens, atitudes e conceitos associando felicidade apenas ao verão e às férias, e como disse antes, tentando passar o entendimento de que somente se pode ser feliz nesse tempo.
Todos nós aspiramos à felicidade, isso é fato. O desejo das pessoas é um só: ser feliz, gozar, aproveitar ao máximo tudo, se divertir. E não há nada de errado nisso. Porém, cabe lembrar que felicidade é muito abstrata e desta feita, os modos de ser feliz ou de curtir a vida não iguais para todos. Por isso, causa-me estranheza o fato de que, quase inexistem ou pelos menos não são tão amplamente divulgados os convite e apelos ao descanso ou repouso, por exemplo. Ou não serão estas, formas de ser feliz? A resposta quiçá repouse no fato de que tais formas de buscar a felicidade têm pouca ou coisa nenhuma relação com gastanças e excessos, que constituem o sonho de consumo dos que estimulam e lucram bastante com o consumismo. Assim, nos é dito que aproveitemos o tempo do verão e das férias para o deleite total, como se o outro, o tempo maioritário, isto é, aquele em que estamos trabalhando ou estudando, fosse como carregar um peso enorme, passar por um verdadeiro martírio, viver como escravos; é como se nessa época (o restante do ano) não tivéssemos momentos e oportunidades para nos divertir, passear com a família e com os amigos, enfim, curtir a vida e ser feliz. Somos motivados e incitados à alegria, a estar em paz e de bem com a vida, tudo isso condicionado, é óbvio, a determinados atitudes e comportamentos, entre eles sair e beber com a galera e usar roupas desta ou daquela marca, e sabe por quê? Porque “... tá todo mundo usando”. Quando escuto coisas do tipo logo me vem à cabeça o que diz a rapaziada da banda mineira 14 Bis: “Pois não posso, não devo e não quero viver como toda essa gente insiste em viver”.
Mas o pior não é isso, o pior é ter que ouvir fulano ou sicrano dizer que não consegue entender a razão pela qual, alguns pensam e agem de modo diferente. É como se existisse algo que obrigasse as pessoas a se comportarem como a maioria. É como se não fosse possível nesta época de veraneio e de férias, fazer uma opção distinta da dos demais, optando, por exemplo, pelo descanso em vez do agito ou ainda escolhendo o consumo consciente em vez do consumismo desenfreado. Claro está que cada uma dessas escolhas têm suas implicações e os seus resultados estão intimamente ligados; pois se optamos por descansar, estaremos em consequência disso menos propensos ao consumismo, e o contrário também é verdadeiro.
Destarte, quem sabe, seja conveniente manter uma distância saudável do conceito de ser feliz e de aproveitar a vida que nos é proposto através das telas da TV, lembrando-nos que a felicidade, afortunadamente, não é meteorológica nem estacional e tende a estar ligada mais a certos estados interiores. Vale lembrar também que a felicidade não é algo material que esteja em oferta e possa ser comprada em suaves prestações no cartão de crédito.
[1] Filho de “Seu” Nel e de Dona Terezinha, fã das bandas 14 Bis e Circuito Musical e torcedor apaixonado do Clube Atlético Mineiro.
* Com ilustrações da Internet
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Quem sou eu
- Luciano Oliveira
- Jornalista do jornal O Mossoroense, redator do noticiário matinal “Costa Branca em Notícias”, da Rádio Costa Branca – FM 104,3 de Areia Branca (RN), onde aos domingos apresenta o programa de variedades “Domingão da 104”