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Peterson Nogueira lançará seu primeiro livro em Areia Branca, nesta sexta-feira

PETERSON NOGUEIRA PROMOVERÁ NOITE DE AUTÓGRAFOS NA SUA CIDADE, NESTA SEXTA-FEIRAPeterson Nogueira promoverá noite de autógrafos a partir das 19h (Foto: Stephanie Bittencourt)

Depois do lançamento em Natal, em novembro passado, chegou a vez do livro de contos “Outros: deuses”, obra de estreia do professor de Português e Literatura, Peterson Nogueira, que ser lançado em Areia Branca nesta sexta-feira, 11, a partir das 19h, na Câmara Municipal.

O livro reúne 14 contos e tem sua paisagem humana e seus cenários localizados principalmente no Rio Grande do Norte, com histórias que se passam em cidades do interior e em Natal.

“Outros: deuses” reúne textos que começaram a ser escritos por Peterson Nogueira há cerca de 10 anos.

O autor, Peterson Nogueira, é natural de Areia Branca e professor de Português e Literatura há mais de 10 anos, ensinando atualmente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN) de Ceará-Mirim e na Escola Ciências Aplicadas, em Natal.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Peterson Nogueira fará lançamento do seu livro “Outros: deuses” em Areia Branca, na sexta-feira

Peterson-Nogueira-lançará-livro-em-Areia-Branca-2Obra de estreia do escritor areia-branquense, Peterson Nogueira, terá lançamento na cidade

Depois do lançamento em Natal, em novembro passado, chegou a vez dos amantes da literatura em Areia Branca conhecer mais profundamente o livro de contos “Outros: deuses”, obra de estreia do professor de Português e Literatura, Peterson Nogueira, que será lançada em nível local na sexta-feira, 11, a partir das 19h, na Câmara Municipal.

Apesar de o título sugerir à primeira vista, não se trata de um livro religioso, como o autor faz questão de frisar. “A ideia é trazer uma visão, de certa forma, antropológica e social dessa dimensão da vida do indivíduo e da vida em sociedade”, explica ele. A religiosidade está presente mais como um aspecto transversal nas narrativas, que também se voltam para temas como a angústia existencial, questões de gênero e infidelidade.

O livro reúne 14 contos e tem sua paisagem humana e seus cenários localizados principalmente no Rio Grande do Norte, com histórias que se passam em cidades do interior e em Natal. Apesar disso, essa abordagem também se dá de fora para dentro do estado, ou seja, a partir de personagens potiguares que estão em cidades como Dublin ou Buenos Aires e que refletem sobre suas vidas a partir desse duplo ponto de vista: o da origem e o do local escolhido para se viver.

Em um dos contos (intitulado “Novidades”), que se passa em um pequeno município potiguar, descreve-se a participação da população no velório do padre da cidade. Peterson Nogueira propõe, com a história, uma visão da relação das pessoas com seu cotidiano social estático e de como isso se reflete na sua vivência com os pequenos acontecimentos públicos e religiosos.

Já a narrativa “Duelo de santos” acontece em Natal e conta a história de um morador de periferia pacato e trabalhador que um dia aparece caminhando nu e aparentemente fora si no meio da rua, indo em direção à casa do chefe do tráfico local. De tom mais intimista, “Pietà” trata do que se passa na cabeça de uma criança de 6 anos de idade, deixada só em casa, enquanto todos os familiares foram ao enterro de sua mãe.

“Outros: deuses” reúne textos que começaram a ser escritos por Peterson Nogueira há cerca de 10 anos. O impulso que o fez querer publicar o livro também vem de longe, mais especificamente de 2006, quando venceu o Concurso Literário Sílvia de Vasconcelos Câmara, da Prefeitura de Mossoró, com a história “Brincando de bonecas”.  “Foi a partir da atenção e do interesse gerado por esse prêmio, que me senti incentivado a fazer o livro”, recorda ele.

Autor

Peterson-Nogueira-lançará-livro-em-Areia-Branca-3Noite de autógrafos será no plenário da Câmara Municipal de Areia Branca  

A literatura faz parte inclusive da vida profissional do autor. Formado em Letras pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), Peterson Nogueira é natural de Areia Branca e professor de Português e Literatura há mais de 10 anos, ensinando atualmente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRN) de Ceará-Mirim e na Escola Ciências Aplicadas, em Natal. Ele fez o mestrado na área e atualmente cursa o doutorado no Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O livro traz colaborações de ambos os ambientes, tanto o acadêmico como o escolar. No primeiro caso, devido à apresentação da obra, escrita pela professora de pós-graduação do PPGEL, Ilza Matias de Sousa. No segundo, em função das ilustrações que acompanham alguns contos, feitas por uma aluna de Peterson Nogueira de apenas 16 anos, Júlia Mendes.

Os estudos também o levaram a uma das suas principais influências, o escritor Caio Fernando Abreu, tema de sua dissertação de mestrado. Suas preferências, no entanto, vão bem além: desde o alemão Goethe e os clássicos do cânone brasileiro Machado de Assis e Guimarães Rosa, até contemporâneos como Joca Reiners Terron, Daniel Galera e Marçal Aquino.

sábado, 24 de outubro de 2015

Novo livro de Francisco Rodrigues será lançado em Areia Branca no próximo dia 31

0 Francisco-Rodrigues-da-Costa-EN-4Francisco Rodrigues lançará seu novo livro na terrinha, no final do mês (Foto: Ednilto Neves / Gazeta do Oeste)

Depois de Mossoró, chegou a vez de Areia Branca conhecer a mais nova obra produção literária do escritor areia-branquense, Francisco Rodrigues da Costa. Trata-se do livro “Guanabara”, que será lançado nesta cidade no próximo dia 31, às 19h, na Câmara Municipal.

Esse é o sexto livro lançado pela Editora Sarau das Letras, por “Chico de Neco Carteiro”, como também é conhecido o escritor. Ele classifica a obra como um romance autobiográfico, onde fala do seu encontro com Zezinha, sua esposa, dos momentos bons, das filhas, e da saudade deixada por elas.

No prefácio, o professor Raimundo Leotino diz que "Guanabara”, o edênico refúgio de Francisco Rodrigues da Costa, “é irremediavelmente humano, de uma humanidade desmedida, torrencialmente pulsante, de vivas páginas em letra de carne viva; lembranças que o tempo não consegue desfazer".

O autor, de 82 anos, diz que o livro retrata quadros da sua história: "É mais uma história da minha vida, claudicante, cheia de altos e baixos, um diálogo um pouco ficcional, um pouco verdade, com minha saudosa esposa Zezinha, sobre os 41 anos em que eu vivi com ela... É como se fosse a continuação de “Perdão”, meu último livro, lançado no ano passado", completa.

domingo, 11 de outubro de 2015

Padre lança livro sobre as memórias e o processo de beatificação e canonização de Dom Lustosa

0 LIVRO 2Padre Cézar, o autor do livro, padre Aristides, Thiago Tavernard e Edite Araújo, no lançamento, ontem  

Uma noite de reencontro marcou o lançamento do livro "Nos pátios com um Sábio e um Santo", de autoria do padre Aristides Jorge Pereira. A concorrida noite de autógrafos foi realizada ontem, 10, às 20h, na Câmara Municipal de Areia Branca, com a presença de representantes da comunidade católica e de outros segmentos.

Durante a festa de lançamento do livro, houve depoimentos sobre a atuação de padre Aristides Jorge em Areia Branca, como vigário paroquial e dirigente do projeto Obras Sociais Dom Bosco (OSDB). O pároco da cidade, padre Cézar Teixeira, prestigiou o evento.

0 livro tavernardEncontro de padre Aristides com Bebel, Edna e Thiago Tavernard, pessoas atuantes junto a paróquia

No livro "Nos pátios com um Sábio e Santo" o autor relata as memórias vividas junto a Antônio de Almeida Lustosa, conhecido como Dom Lustosa. Nasceu em São João Del Rei, Minas Gerais, ordenou-se em 28 de janeiro de 1912 pela Congregação Salesiana. Assumiu a Arquidiocese de Fortaleza em 5 de novembro de 1941 e permaneceu até 29 de maio de 1963. 

Com seu espírito instituidor e fundador, Dom Lustosa fundou a Congregação das Josefinas e estimulou e atraiu no seu tempo mais 22 instituições religiosas, que se instalaram no Ceará e que muito ajudaram na sua ação pastoral. A grande  maioria delas permanece, ainda hoje, cumprindo as suas finalidades religiosas e sociais e prestando bons serviços ao Ceará.

0 LIVROThomas Magnum, ligado a movimentos da paróquia, teve livro autografado pelo autor

A obra versa ainda, sobre o processo de beatificação e canonização de Dom Antônio de Almeida Lustosa, que teve início a partir da decisão “vamos resgatar a memória desse homem’’, proferida em 5 de junho de 1999 pelo Arcebispo de Fortaleza, Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, diante de um grupo de pessoas, que estava organizando a celebração litúrgica dos 25 anos de falecimento de Dom Antônio, em reconhecimento ao seu testemunho de vida e edificante zelo pastoral.

Abaixo, A capa do livro “Nos pátios com um s´Sábio e um Santo”

0 livro capa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotos: Reprodução / Facebook

sexta-feira, 17 de abril de 2015

“A Sombra da Gaivota – Fragmentos da palavra que não se fez verso”, novo livro de Genildo Costa

0 genGenildo Costa lança mais um livro inspirado em suas vivências na terra natal (Foto: Reprodução)  

O escritor, poeta, cantor e compositor grossense, Genildo Costa, está com novo trabalho literário na praça. Neste momento, ele está fazendo o lançamento do seu livro “A Sombra da Gaivota – Fragmentos da palavra que não se fez verso”.

Esse é o segundo livro de autoria de Genildo Costa, cujo lançamento acontece na Livraria Nobel, Natal.

“A Sombra da Gaivota” é um O livro de poesias e textos baseados na trajetória do escritor em sua terra natal, Grossos, no litoral da Costa Branca.

No convite aos amigos e parceiros para o lançamento do seu livro, Genildo Costa fez uma saudação a todos os coordenadores do concurso literário Rota Batida (Petrobras) e a Fundação Vingt-un Rosado “por gerar possibilidades aos nossos poetas e escritores”, citou o genial poeta.

Depois da noite de autógrafo, hoje, Genildo Costa pretende viajar com o livro pelo Rio Grande do Norte e pelos estados vizinhos. Ele está montando uma pré-agenda que inclui lançamento da obra em algumas cidades do Ceará, como Crateús (dia 24) e Novo Oriente (dia 25).

Sua cidade, Grossos, também está incluída nessa agenda. Mas o poeta ainda não definiu data e local da festa de lançamento do livro.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Desembargador João Rebouças foi eleito para a vaga de Miguel Josino na Academia de Letras Jurídicas do RN

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João Rebouças , que é areia-branquense, é o mais novo membro da Alejurn (Foto: Divulgação / TJRN)

Em eleição realizada na sexta-feira, 28, no Auditório Central da Procuradoria Geral do Estado, o desembargador João Rebouças foi eleito para a cadeira nº 19 da Academia de Letras Jurídicas do Rio Grande do Norte (Alejurn). Dos 39 membros aptos a votar, compareceram 35 e à unanimidade escolheram o magistrado do TJ potiguar como novo integrante da instituição. O patrono da cadeira é o jurista Claudionor de Andrade. O desembargador Rebouças vai ocupar a vaga do procurador Miguel Josino Neto, recentemente falecido. O resultado foi conhecido pouco depois das 16 horas do mesmo dia.

Segundo o presidente da Alejurn, o procurador do Estado Adalberto Targino, a academia é uma entidade que tem por lema “recta ratio” – a reta razão – constituída por juristas de renome estadual e nacional, eleitos em escrutínio secreto após rigorosa e prévia seleção intelectual e moral (idoneidade intocável e notório saber jurídico). Para ser membro da Academia há a exigência do exercício do magistério superior de direito no mínimo de 5 anos, autoria de livros jurídicos, curriculum profissional de elevado destaque e ser possuidor de curso de pós-graduação de doutorado ou mestrado em direito.

O candidato, após aprovação científica do seu curriculum pelo Conselho Diretor, votação vitoriosa pelo colégio acadêmico e posso formal e solene, recebe o diploma e as insígnias e vestes talares, com o titulo de acadêmico vitalício, imortal e confrade ad eternum (para sempre).

A eleição foi presidida pelos acadêmicos Carlos Miranda Gomes, Odúlio Botelho e Luiz Antônio Marinho, integrantes da Comissão Eleitoral designada pelo presidente Adalberto Targino, que já lavraram ata oficial proclamadora do resultado tão logo terminou a contagem dos votos.

“O resultado das urnas que elegeram e proclamaram Acadêmico vitalício o professor, escritor, jurista e desembargador João Rebouças teve repercussão nos meios forenses de Natal, do Estado e até nacional pela votação unânime dos votantes e pela calorosa acolhida do seu nome pelo seleto Colégio Acadêmico da Alejurn, notadamente por ver nele as qualidades jurídico-científicas do estudioso do Direito e a sua carreira na magistratura potiguar”, afirmou o acadêmico Adalberto Targino, presidente da Academia de Letras Jurídicas do RN. (Com informações do TJRN).

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Escritor areia-branquense fala sobre criação poética, aspirações literárias e detalhes do seu último livro, “Dissonante”

122  OK   OKLeonam Cunha faz parte de uma geração de escritores e poetas potiguares que parecer ter vindo para ficar. Areia-branquense por nascimento, o graduando em Direito já chama a atenção na cena literária potiguar com seus dois livros, “Gênese” e “Dissonante”, este último responsável por inúmeras e positivas críticas de escritores e jornalistas potiguares.

Na entrevista para o Universo, Leonam fala sobre sua criação poética, a rebeldia e as aspirações literárias. O jovem escritor também comenta detalhes de seu último trabalho e a expectativa de novas publicações em um futuro próximo. Confira.

Por Cláudio Palheta Jr.
claudiopalhetajornal@hotmail.com

O Mossoroense: Quais foram seus primeiros contatos com a literatura? Começou a escrever com quantos anos?

Leonam Cunha: Meus primeiros contatos hão de ter sido por meio daqueles livretos com parábolas bíblicas. Isso eu imagino dada a religiosidade dos meus pais. Em minha casa também sempre houve diversos livros; nunca muito oferecidos a mim, para degustação, tenho de acrescentar. Depois veio a escola. Na escola lembro muito bem de ter lido Ziraldo, Júlio Emílio Braz, Ruth Rocha, Pedro Bandeira, etc. Não sei dizer com quantos anos comecei a escrever, na verdade me recordo que “danei” a escrever um conto ficcional, junto com um amigo, lá pelos 10, 11 anos, que hoje está perdido. Pelos 12, aprendi violão e escrevia para compor. Alinhavei muitas linhas tortas que ficaram na fumaça do tempo...

OM: Dissonante é seu segundo livro. Quais são as principais diferenças e semelhanças para “Gênese’”, que foi o primeiro?

LC: Meu “Dissonante” trilhou outros rumos, como é natural que seja. Deixou um pouco o caos do “Gênese” e organizou-se em temas; observou mais a estética e abandonou as formas verbais exaustivas que preservei, fielmente, do começo ao fim do “Gênese”. Meu primeiro livro é confuso. Já “Dissonante” prestigia a confusão e abre portas a ela. “Gênese” se alonga em versos compridos e bem explicados; “Dissonante” enxerga-se no conciso, no verso que deixa um vácuo para quem quiser adentrar. É preciso que se diga, ainda, da grande quebra de inocência entre os dois livros. A semelhança é que quem escreveu foi a mesma pessoa. Por mais que o tempo nos açoite, algo fica preservado. Os conflitos que os livros apresentam são, por alto, os mesmos; a indignação de alguns versos também é a mesma.

OM: A poetisa e escritora Angélica Torres Lima destaca a rebeldia de sua poesia. Que poetas influenciam você, e dão tom a essa rebeldia? Por quê?

LC: Não sei se sou a melhor pessoa para falar de minha rebeldia (risos). Mas encaro. Penso que essa característica é muito mais moldada pelo cotidiano, isto é, pela vida em si, que pelos livros. Todavia, claro, muitos escritores dão um tom a mais nisso. Falando em poesia, é essencial que eu cite a contribuição de Rimbaud, García Lorca e Drummond neste processo. Porém, vejo que escritores como Kafka e Dostoiévski conseguem me temperar mais consistentemente nesse aspecto.

OM: Recentemente seu trabalho foi incluído como um dos mais importantes do RN no livro “Alguns Livros Potiguares”, de organização do pesquisador Chumbo Pinheiro. Qual foi a sensação de já ser lembrado, mesmo com uma carreira tão curta?

LC: A sensação é ótima, meu caro. Desde que li a resenha de Chumbo Pinheiro sobre meu “Gênese”, fiquei maravilhado com as palavras e lisonjeado por ter conquistado algumas pessoas que vivem imersas na literatura. Ademais, ser lembrado num livro de crítica literária potiguar é, além de tudo, um incentivo a meu amanhecer como “poeta”.

OM: Seu novo livro, Dissonante, tem belíssimas e perturbadoras gravuras. Os traços são da desenhista Milla Serejo. Em “Gênese” você também contribuiu com ilustrações no livro. Como foi o processo de escolha da artista neste livro e o que achou do resultado final?

LC: Na verdade, a artista Milla Serejo é uma amiga já de muitos anos. Quando organizei, finalmente, o “Dissonante”, observei que meus versos se encaixavam, em alguns aspectos, ao traço dela. Confusos, quebrados, permissivos, de pernas abertas, sem grades. Lancei a proposta a Milla, que disse sim com um sorriso de muitos dentes! Achei o resultado fantástico! Cabíveis à proposta do meu livro, as ilustrações geraram um visual sobremaneira dissonante ao trabalho.

OM: Hoje existe um grande debate sobre a importância e o caráter político da literatura em detrimento aos seus limites estéticos. Como avalia isso e como sua poesia se insere em meio esse embate?

22 OK OKLC: Valorizo deveras o caráter político da arte como um todo. Este é, inclusive, ponto de relevo em meus versos. Entretanto, antes de tudo, deve-se aferir a estética própria da arte. O que não podemos pensar é em estética de forma enrijecida e rupestre, estética como “limitadora da arte”. A estética é o que faz reconhecermos a arte como tal, reconhecermos a beleza de que é dotada a arte. Prefiro refletir, por exemplo, sobre os “deslimites da estética” a refletir sobre os “limites” dela. Minha poesia procura se inserir neste liame: é estética e não se abstém de dizer o que deve ser dito, o que pulula e salta aos olhos. É estética, sim, mas toma partido; sem precisar, para isso, centralizar a posição política como partícula fundamental, única e legítima para direcionar a arte.

OM: Dissonante é dividido em 7 capítulos que mais lembram a reunião de sete pequenos livros com temáticas diferentes. A intenção, no ato da organização dos poemas, era realmente essa? Em resumo, que assuntos são abordados pelo livro?

LC: Perfeitamente essa. Os assuntos são diversos, mas resolvi executar uma organização que condensou os poemas de amor/sexo no livro “Amoremas”, os poemas sobre minha terra no livro “Branco Areal” (este, um duro projeto), os poemas metalinguísticos em “Extravagante”, os naturais – pelo aspecto físico-visual – em “A poesia observada da colina”, os poemas mais diretamente eróticos em “Epitalâmios profanados (endeusamento à esbórnia)”, os sociais e/ou políticos em “O livro das preocupações” e os poemas sem arestas no “Intempestivo”.

OM: Você é um areia-branquense que reside em Natal. Nessas duas cidades há uma cena poética e literária forte? Como é a participação dos jovens neste meio?

LC: Se há uma cena poética forte em Areia Branca? (risos) Presumo poder contar nos dedos “aqueles” que escrevem poesias e as mostram. Enquanto a cena poética brasileira vai mal das pernas, que direi da de Areia Branca?! Hoje ao menos posso mencionar que desponta um barulho de versos graças às articulações do amigo Luiz Luz. No mais, silêncio. Em Natal também não é lá muito interessante... Mas, quanto à participação “dos” jovens nisso, consigo, em geral, identificar um bom número de pessoas que gozam com a patifaria das palavras. Neste quesito, não temos como comparar Areia Branca a Natal, por exemplo. No entanto, em suma, a situação é a seguinte: os romancistas potiguares reúnem uma dúzia de interessados; os poetas potiguares, meia. Isso tudo porque não temos incentivo na área mediante políticas públicas definidas, etc..., e lá se somam infortúnios...

OM: Você tem planos para publicar um novo livro de poesias? E quanto à prosa, pretende se aventurar em breve?

LC: Parece-me cedo para já falar em planos de outra publicação. A verdade é que não os tenho. Acumulo, a cada dia, mais versos. Contudo, preciso organizar, elaborar um projeto do que quero fazer para o próximo rebento. Quanto à prosa, esta continua se me aparecendo como lugar muito turvo, para o qual não acredito ter visão boa o suficiente que me dê segurança para singrar por ele.

Entrevista publicada no caderno Universo do jornal O Mossoroense, edição de 30/11/2014

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Juiz Herval Sampaio lançará livro relatando casos de crimes eleitorais ocorridos no RN

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Dr. Herval Sampaio Júnior aborda, em livro,  o problema do abuso de poder nas eleições

O juiz José Herval Sampaio Júnior, convocado pelo Tribunal de Justiça do RN e outrora titular da 33ª Zona Eleitoral, com sede em Mossoró, lançará o livro "Abuso do poder nas eleições - Triste realidade da política (agem) brasileira, Ensaios", pela Editora Juspodivm. O lançamento acontece durante o 1º Encontro Mossoroense de Estudos Jurídicos, nesta quinta, 28, e sexta-feira, 29, no Garbos Recepções e Eventos, em Mossoró.

O livro aborda o problema do abuso de poder em três esferas: econômico, político e midiático e a importância da Justiça Eleitoral nesse contexto. Herval Sampaio tem uma experiência judicante de 15 anos como juiz eleitoral, já tendo participado de nove eleições consecutivas, incluindo as eleições suplementares de Mossoró.

“A classe política e o povo insistem em tratar o processo eleitoral como um negócio, quando segundo a nossa Constituição e leis eleitorais, as eleições se constituem como o momento mais importante de consagração da democracia no sentido mais amplo possível”, afirma o magistrado.

No livro, ele relata alguns casos de crimes eleitorais ocorridos no RN, numa linguagem didática e acessível. E traz ainda explicações de temas como a compra de voto, uso da máquina administrativa, nomeação de parentes de candidatos, da propaganda irregular e troca de favores por interesse eleitoreiro. O prefácio da obra ficou por conta de um dos maiores especialistas em direito eleitoral do Brasil, Djalma Pinto.

Em Natal, o lançamento deve ocorrer no dia 26 de setembro, às 17h, na Escola da Magistratura do Estado do Rio Grande Do Norte (Esmarn).

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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Governadora participa do lançamento do livro “Perdão”, de Francisco Rodrigues da Costa, o “Chico de Neco Carteiro”

21 08 2014 Lançamento do livro de Francisco Rodrigues fot Vivian Galvão (1)

O escritor Francisco Rodrigues  autografa livro para a governadora Rosalba Ciarlini

A governadora Rosalba Ciarlini participou, na noite desta quinta-feira, 21, do lançamento do livro “Perdão”, de Francisco Rodrigues da Costa, o “Chico de Neco Carteiro”. O evento foi realizado na sede da Academia Norte-rio-grandense de Letras, em Natal, e contou com a presença de imortais e personalidades da capital e do Oeste potiguar.

O livro, o quinto do escritor natural de Areia Branca, de 81 anos, é o romance de estreia e foi lançado pelo selo da Sarau de Letras. No escrito, “Chico de Neco Carteiro” registra passagens da própria vida. A obra já havia sido lançada em Mossoró, no dia 31 de julho deste ano.

21 08 2014 Lançamento do livro de Francisco Rodrigues fot Vivian Galvão (2)

"Perdão” é o quinto livro do autor areia-branquense

O autor lançou o primeiro livro, “Saudades”, aos 72 anos. De lá para cá, ele assinou as obras “Folhas de Outonos”, “Caminhos de Recordações” e “Becos, Ruas e Esquinas”, com registros da sua atuação como cronista e como colaborador em artigos para jornais de Mossoró.

Fotos: Vivian Galvão

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Professor monta com recursos próprios museu que resgata história de Areia Branca; espaço possui salas de leitura e de cinema

MUSEUCasa Museu Máximo Rebouças depois da ampliação (Foto: Carlos Júnior)

Maricelio Almeida
maricelio_almeida@hotmail.com

Em cada recanto, um fragmento da história do município de Areia Branca. Em cada um dos mais de 20 mil itens expostos um pouco da dedicação e abnegação do professor que há 10 anos decidiu recontar, através dos mais diversos tipos de objetos e com recursos próprios, sem nenhum tipo de colaboração do poder público ou da iniciativa privada, os principais acontecimentos de sua cidade. Idealizador da Casa Museu Máximo Rebouças, o docente que emprestou seu nome para o espaço que hoje se constitui como uma extensão de sua vida, se prepara para no início de 2014 reabrir a galeria de antiguidades ao público.

Inaugurada em 31 de outubro de 2003, a Casa Museu de Areia Branca esteve fechada ao longo dos últimos anos para uma grande reforma, concluída recentemente. Com expectativa de ser reaberto em 2 de janeiro do próximo ano, o espaço conserva uma variedade de itens que impressiona: lá, o visitante vai se deparar com fotos e informações a respeito dos primeiros moradores de Areia Branca, até elementos como garrafas encontradas em um navio naufragado na região em 1945, em plena segunda guerra mundial.

“Tudo começou através de um projeto que desenvolvi no povoado de Redonda, intitulado ‘Resgatando Areia Branca’. Decidi reunir objetos da comunidade, trazidos pelos próprios alunos. Achei interessante, então tive a ideia de criar o Museu, mas me preocupava com o tempo, me perguntava se ainda havia como conseguir peças tão antigas. O projeto aconteceu em setembro e no dia 31 de outubro já estava abrindo a Casa”, relembra Máximo Rebouças.

A primeira peça adquirida pelo professor foi um rádio, no próprio povoado de Redonda. “Troquei o rádio, que pertencia a uma senhora da comunidade, por um ventilador. Comecei a juntar, comprar objetos, as pessoas diziam que eu estava gastando dinheiro com besteira, ficando doido, mas gostava daquilo. Hoje essas mesmas pessoas já me elogiam, dizem que isso é importante para a cidade”, conta o professor, conduzindo a equipe de reportagem pela Casa Museu.

Logo na entrada, o público conhece a história do fundador de Areia Branca: Francisco de Borja, mossoroense, abolicionista, que chegou a então ilha desabitada em 1870. “Ele tinha uma visão de que um dia a Ilha prosperasse e se tornasse uma cidade grande. Por isso construiu a primeira casa de taipa, trouxe a mulher e cinco filhos”, diz Máximo Rebouças, acrescentando que o município possuiu outros dois nomes antes de ser oficialmente denominado como Areia Branca: Ilha de Maritacaca e Ilha de Areia Branca.

Seguindo pelos corredores, os visitantes encontram documentos que foram importantes para a cidade, como registros notariais de séculos passados. “São documentos que foram passando de geração em geração e que as famílias me doaram ou eu comprei”, explica o professor de inglês e artes, apaixonado por história.

Ainda nos primeiros corredores, é possível identificar como eram as residências construídas em Areia Branca após a sua fundação, através de uma série de quadros pintados pelo artista plástico Francisco Manuel. “Temos ainda aqui a primeira bandeira da cidade, datada de 1973 e um espaço dedicado especialmente para Deífilo Gurgel, a pessoa mais importante de nossa cultura. São objetos pessoais do advogado, historiador, poeta mais ilustre de Areia Branca”, comenta Máximo Rebouças.

Cadastrada em 2006 pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a Casa preserva também inúmeras cédulas que circularam pelas mãos dos areia-branquenses de 1960 até os anos 2000 e moedas de 1870 a 1994. “Faço questão de dizer que todas as cédulas passaram de mão em mão aqui mesmo na cidade, não foram compradas pela internet ou algo parecido. Guardo ainda um modelo dos primeiros caixas eletrônicos da cidade, da década de 1990. Digo aos meus alunos quando eles vêm aqui que não fiz esse Museu para a geração atual, e sim para as futuras. Daqui a 50, 100 anos, tudo isso terá mais valor”, enfatiza o proprietário.

“Beleza Potiguar”

0Professor Máximo Rebouças, o idealizador e administrador do Museu (Foto/Reprodução: O Mossoroense)

No museu, há um espaço dedicado para a única mulher de Areia Branca que alcançou o título de Miss Rio Grande do Norte, na década de 1970: Elna Belém. A miss, hoje morando em Natal, doou roupas, jornais da época, acessórios utilizados por ela durante a competição.

Passando pelo espaço da “Beleza Potiguar”, o visitante chega ao “Corredor Francisco Moreira de Carvalho”. “É uma homenagem ao herói do povo pobre de Areia Branca, que ajudou a distribuir, igualitariamente, cestas básicas enviadas pelo Governo para população que aqui estava durante a seca de 1877. E é no “Corredor” que estão presentes fotografias de diversas personalidades que fizeram parte da história de Areia Branca, desde a mais humilde até a mais abastarda financeiramente. “Prefeito, parteira, são pessoas que prestaram serviço ao município”, explica Máximo Rebouças.

Além dos aproximadamente 20 mil itens expostos, outros 30 mil estão guardados em um galpão, por não haver espaço suficiente para organizá-los na Casa Museu. “Apenas 20% desse total foi doado, o restante fui eu quem comprei e continuo comprando. Quase todos os dias adquiro alguma coisa nova de pessoas que vêm a minha casa oferecendo objetos antigos. Quero que um dia isso tenha muito valor para a cidade. As pessoas hoje não dão muito valor à cultura, vou persistir muito ainda”, reflete Máximo, que gastou somente com a reforma do prédio cerca de R$ 120 mil, valor que será descontado totalmente do seu salário de professor da rede estadual de ensino até 2028. “Sobrevivo hoje com um salário de R$ 900 da rede municipal de Areia Branca e com a ajuda da mulher. Isso aqui é amor. Podem chegar oferecendo R$ 40 milhões que não vendo. Não quero”.

Acordando todos os dias por volta das 6h para limpar todo o prédio, de dois andares, localizado vizinho a residência, o professor, afastado da sala de aula pelo município para se dedicar ao projeto da Casa Museu, chega a dormir no espaço para protegê-lo. “Sou o vigilante daqui, durmo no primeiro andar, com meu colchonete, pois tenho medo de alguém invadir. É um trabalho árduo, que conto com a ajuda da família. O Museu será reaberto em 2 de janeiro, mesmo sem funcionários que me auxiliem”, relata o idealizador.

No andar térreo, há ainda uma sala reservada para o maior fotógrafo de Areia Branca, Antônio do Vale de Souza, que chegou a trabalhar com o mossoroense Manuelito; registros de campanhas políticas da cidade; medicamentos antigos, preservativos de 1980; canecas de Festivais de Chopp dos anos 1970; as primeiras cadeiras da igreja da cidade; o primeiro telefone e primeira televisão a cores do município; palmatória e objetos utilizados por professores da década de 1950, além de uma homenagem ao comerciante João Rebouças, dono da mercearia mais antiga de Areia Branca. “A mercearia abriu em 1955 e desde então funciona 24 horas por dia, nunca fechou”, revela Máximo Rebouças.

Fonte: Jornal O Mossoroense, edição de 8/12/2012

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Medalha do Mérito Deífilo Gurgel homenageia personalidades da cultura, hoje, no Salão Nobre do Teatro Alberto Maranhão

Deífilo-Gurgel-GiovanniS2008-DSC_0012O areia-branquense Deífilo Gurgel dedicou anos de sua vida à pesquisa e promoção da cultura popular do RN

A Secretaria Extraordinária de Cultura (Secultrn/FJA) realiza nesta quarta-feira, 7, a solenidade de Outorga da Medalha do Mérito Deífilo Gurgel, às 19h, no Salão Nobre do Teatro Alberto Maranhão, com presença da Governadora do Estado Rosalba Ciarlini e da secretária Extraordinária de Cultura Isaura Rosado.

A Camerata de Vozes do RN abre a programação cultural, que tem por objetivo reconhecer e valorizar o trabalho de pessoas que se destacaram na salvaguarda da cultura de tradição. O evento é gratuito e integra as atividades do Agosto da Alegria 2013.

Serão entregues 13 medalhas em homenagem a estudiosos, gestores, pesquisadores e instituições, dentre os quais, Dácio Galvão, representante do projeto Nação Potiguar; Vera Santana, representante do projeto Conexão Felipe Camarão; Iaperi Araújo, presidente do Conselho Estadual de Cultura; escritora Anna Maria Cascudo, diretora do Instituto Ludovicus; Severino Vicente e Gutemberg Costa, da Comissão de Folclore; Pedro Correia (Congos de Calçola); Severino Roberto da Silva (Caboclinhos de Ceará-Mirim); Antônio Marques, colecionador de arte popular; e Mãe Nem (cultura afrobrasileira).

A Medalha de Mérito Deífulo Gurgel também presta homenagem póstuma a Chico Daniel, que encantava a todos com seus bonecos conhecidos como João Redondo. Seu filho, Josivan, que continua a tradição do mamulengo, representará o artista no recebimento da medalha.

Sobre Deifilo

O maior homenageado da solenidade da Medalha é o próprio Deífilo Gurgel, que dedicou anos de sua vida à pesquisa e promoção da cultura popular do RN. Foi diretor de Promoções Culturais da Fundação José Augusto e presidente da Comissão Norte-rio-grandense de Folclore, além de ter lecionado a cadeira folclore brasileiro na UFRN, por 12 anos. Ele se orgulhava de ter "descoberto" a romanceira D. Militana, de São Gonçalo do Amarante, o mamulengueiro Chico Daniel e o mestre Manoel Marinheiro. Publicou vários livros sobre folclore, como Danças Folclóricas do RN, João Redondo - Teatro de Bonecos do Nordeste, Romanceiro de Alcaçus e Espaço e tempo do folclore potiguar. (Com informações da Assessoria Secultrn/FJA).

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Fundac trabalha a realização da 3ª Conferência Municipal de Cultura que está definida para os dias 17 e 18 deste mês

RAMON RODNEY fundacRamon Rodney destaca a importância do evento para o município

Será nos dias 17 e 18 deste mês a 3ª Conferência Municipal de Cultura, realizada pela prefeitura de Areia Branca, por meio da Fundação de Cultura (Fundac).

O presidente da entidade, Ramon Rodney, confirma a presença de técnicos do Ministério da Cultura no evento.

No decorrer desta semana, a fundação estará divulgando mais detalhes da programação.

Para o presidente Ramon Rodney, a realização da conferência representa um avanço importante para o setor no município.

Segundo ele, a partir da conferência Areia Branca poderá ter um incremento da política cultural, considerando que a atual gestão da prefeita Luana Bruno (PMDB) já vem adotando essa prática.

domingo, 14 de abril de 2013

Jovem escritor areia-branquense tem colhido os frutos de sua primeira obra literária, o livro de poesias “Gênese”, já lançado em Areia Branca e Natal

LEOPoeta Leonam Cunha: vocação para escrever surgiu da música  

Na quinta-feira, 11, o jovem poeta areia-branquense, Leonam Cunha, lançou seu livro “Gênese”, editado pela Sarau das Letras, na livraria Saraiva do Midway Mall, em Natal. Antes, em dezembro do ano passado, os amantes da poesia de Areia Branca e da região conheceram esse que é o primeiro livro do autor, que teve lançamento inaugural na sua cidade natal.

Na edição do dia 7 passado, o caderno Universo do jornal O Mossoroense publicou uma matéria especial com o poeta Leonam Cunha, falando da sua obra. O jovem, que é acadêmico de Direito, em Natal, é filho do ex-prefeito Manoel Cunha Neto, “Souza”, e da educadora Joseana Nogueira Cunha.

O Blog republica a matéria na íntegra, como forma de incentivo para outros jovens que sonham em ingressar no mundo da literatura. Eis o texto:

Aos 17 anos, Leonam Cunha tem colhido os frutos de sua primeira obra literária: "Gênese", livro de poesias lançado no final do ano passado em Areia Branca, terra natal do jovem poeta, tem recebido elogios e críticas positivas, entusiasmando Leonam a investir cada vez mais no segmento literário.

"Tenho ouvido bons comentários, e me surpreendido com a repercussão. Fazer poesia no Rio Grande do Norte é bem difícil, principalmente para alguém com a minha idade, mas o livro tem ido bem. No começo algumas pessoas olhavam meio torto", destaca o jovem.

A relação de Leonam Cunha com o mundo literário teve início quando ele tinha nove anos, ao ler a obra "Uma professora muito maluquinha", escrita por Ziraldo. "Agora a vontade de escrever surgiu através da música, ouvindo artistas como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Tom Zé, entre outros", diz.

"Gênese", seu primeiro livro, publicado pela Editora Sarau das Letras, é composto por aproximadamente 46 poesias, que retratam situações do dia a dia. "A inspiração para inscrever vem do cotidiano, das coisas da cidade que observo. Qualquer coisa pode resultar em poesia, até mesmo nada", declara, acrescentando que suas influências literárias são, em sua grande maioria, escritores nacionais, como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, além de autores consagrados internacionalmente, como Dostoievski.

Estudante do terceiro período do curso de Direito, Leonam Cunha afirma que pretende conciliar as atividades da profissão que escolheu com os trabalhos literários que ainda irá desenvolver. "Minha vontade é ser professor, mas eu também pretendo continuar com a poesia, pois ela já faz parte de mim", enfatiza.LEONAM HOJE OK       Leonam com a mãe Joseana, o tio Toninho Cunha e o pai “Souza”: noite de autógrafos em Areia Branca

Questionado se recebeu apoio dos pais para seguir adiante em sua carreira literária, Leonam conta que ao mostrar o esboço do livro recebeu total incentivo por parte dos familiares. "Eles ficaram empolgados com o que viram, e contribuíram significativamente para que o livro fosse publicado", relata.

Com vários escritos inéditos, o autor já trabalha em um novo livro, mas não divulga detalhes do projeto. "Ainda é tudo muito embrionário, mas existe sim o projeto de uma nova obra, já que tenho muito coisa escrita. Vamos aguardar", conclui Leonam Cunha. (Extraído do caderno Universo do jornal O Mossoroense, Domingo, 7 de abril de 2013).

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Um passeio pelos becos, ruas e esquinas de Chico de Neco Carteiro

Por Marcelo Almeida

cnc7Chico de Neco Carteiro e Marcelo Almeida: um encontro mais que especial

Domingo, 23 de dezembro. Estamos às portas do Natal, tempo de extrema importância para o mundo cristão. Época de confraternização, de rever os amigos e compartilhar o que há de bom na vida. Evidentemente, um bom vinho também faz parte desse contexto. É que o vinho não se resume em si mesmo; ele também é o momento. Mas, não estive por aí em nenhum restaurante, adega ou coisas do gênero; e, muito menos, em algum evento do tipo natalino. Também, não é que não tenha participado das tradicionais festas deste período. Simplesmente fiz algo um pouco diferente do que habitualmente tenho feito. Visitei um novo velho amigo. Ou seria um velho amigo novo? Não importa. Um grande amigo. Foi Francisco Rodrigues da Costa, nosso Chico de Neco Carteiro, o escritor que “se muere por” Areia Branca, sua terra de nascimento. Não se pode negar que ele é enamorado por ela. Não é todo mundo, afinal, que se encanta somente em olhar o Ivipanim, rio que banha a cidade. “... de repente estamos na Rua da Frente. Maré cheia, linda de encher os olhos...”, é como Chico se refere a ele, o rio, na crônica “Um passeio agradável”, de sua mais recente publicação: Becos, Ruas e Esquinas.

Na chegada à casa do escritor, em Mossoró, ele me recebeu como um nobre. Não eu! Ele é quem parecia um nobre, tamanha era sua gentileza, uma mescla de cortesia e simplicidade. Até pensei que, se o Rio Grande do Norte fosse uma monarquia, Chico poderia ser chamado de Dom Francisco, do Condado de Areia Branca. Foi apenas um ligeiro pensamento, surgiu do nada, mas bem que poderia ser verdade.

Há dois anos, quando esse filho do antigo Carteiro areia-branquense lançou seu terceiro livro, Caminhos de Recordações, comentei num artigo que sua narrativa, a escrita, lavava-nos de volta pelo tempo, fazendo-nos vivenciar, em carne e osso, tudo que ele nos contava. Pois, numa conversa descontraída, como a de domingo, percebia-se o quão é surpreendente como suas palavras, as faladas, fazem-nos sentir a mesma coisa, principalmente em certos momentos quando Chico parece transpirar saudade. Aliás, foi num minuto desses que, falando sobre as antigas barcaças e os barcaceiros de Areia Branca, o escritor se emocionou ao dizer, como também diz numa crônica com o mesmo tema, que nas suas “... veias em vez de sangue parece correr saudade...”. E houve um instante em que, eu mesmo, parecia ver-me sentado na velha Rua do Meio, entre as casas de Caboclo Lúcio e Manoel Bento. É o transcendentalismo que Francisco Rodrigues nos faz experimentar com suas histórias.cnc6.2                   Chico parece transpirar saudade, ele é um eterno apaixonado por Areia Branca

Logo ficou claro que o assunto principal seria seu novo livro. E perguntei-lhe se estava feliz com esse trabalho. Na sua timidez, Francisco Rodrigues disse que gostou muito e, buscando as palavras de Orlando Silva, grande cantor da época de sua juventude, completou, dizendo: “... mas, os outros é que vão dizer se o livro é bom ou não”. Eu, particularmente, vejo em Becos, Ruas e Esquinas o mesmo encanto da obras anteriores. Melhor dizendo, Chico está evoluiu estilo. Até mesmo quando trata de temas como os velhos prostíbulos areia-branquenses, ele não perde a leveza de sua narrativa. “... A penumbra no quarto bem arrumado. A mesinha e, sobre ela, a bacia. A jarra com água, o sabonete, a toalha. Tudo bem preparado para o asseio depois dos minutos de satisfação...”, assim o escritor descreve, na crônica Alto Louvor, um quarto dos antigos cabarés areia-branquenses. E sobre as mulheres, as prostitutas que viviam por lá, ele diz que elas “... alegravam as noitadas do ambiente condenado pela Igreja e pela sociedade. Lugar que todos condenam e ninguém destrói...”.

Enfim, eu poderia ter ido apreciar, noutros lugares, um Carmenère, vinho aqui de perto, do Chile. Ou um Tannat uruguaio. Quem sabe um Malbec, de Mendoza, na Argentina. Ou até mesmo um espanhol, da uva Tempranillo. Ou qualquer outro. Mas inventei de fazer um passeio pelos Becos, Ruas e Esquinas de Chico de Neco Carteiro. E valeu a pena.  Afinal, como bem diz o nosso escritor, se o poeta português Fernando Pessoa não esqueceria sua Lisboa encantadora, resguardadas as devidas proporções, por quê nós, aqui, haveríamos de esquecer Areia Branca?

Para o próximo encontro, levarei o vinho...

sábado, 15 de dezembro de 2012

Sarau Literário reunirá grandes nomes da poesia na noite deste sábado, no Ivipanim Clube; a entrada será um livro novo ou usado

830450550660Poeta Antônio Francisco, um dos convidados para o evento de hoje

Neste sábado, 15, a Fundação Areia Branca de Cultura (Fundac) e o Capítulo Areia Branca da Ordem Demoley, realizam um Sarau Literário no Ivipanim Clube, a partir das 19h. O evento reunirá escritores, poetas, historiadores, cordelistas, entre outros expoentes literários do município, da região e do Estado. A entrada é um livro novo ou usado.

Contando com o apoio da Prefeitura de Areia Branca, por meio da Fundac, o sarau terá a participação do poeta e cordelista Antônio Francisco, de Mossoró, e as poetisas areia-branquenses residentes em Natal, Frauzineide Moura e Maria Antonia Bezerra e ainda, Daluzinha Avilis.

Ramon Rodney informa ainda que no evento haverá exposição das poetizas do Rio Grande do Norte e a participação de escritores areia-branquenses que residem na cidade, além da apresentação de grupos musicais e de dança.

O presidente da Fundac adianta que o ponto alto da programação do Sarau Literário do próximo sábado, será uma Cerimônia da Luz que consiste numa homenagem aos saudosos escritores areia-branquenses José Jaime Rolim, Antônio Silvério e Deífilo Gurgel.

Durante o evento, Ramon Rodney e a coordenadora de programas da entidade, Aline Christiane, estarão caracterizados com os personagens do espetáculo infantil “Contos de uma floresta encantada numa noite de Natal”, que será apresentado pela Cia. Cultural Deífilo Gurgel, da Fundac, nos dias 23 e 24 deste mês, no Ivipanim Clube, a partir das 16h.

O objetivo da participação dos representantes da fundação no evento, caracterizados, é enfatizar o trabalho de contação de estórias que está sendo feito no âmbito da entidade.

Memorial recebeu o maior público, desde que foi inaugurado, para prestigiar lançamento do livro do mais jovem escritor areia-branquense

42 OKO jovem poeta Leonam Cunha ladeado por familiares (Foto: Reprodução / Portal Costa Branca)

O prefeito de Areia Branca, Manoel Cunha Neto, “Souza” (PP), marcou um gol de placa ao fazer do Memorial Luiz Fausto de Medeiros um local de lançamento de obras literárias de autores areia-branquenses. Além disso, o espaço é, ainda, ponto de encontro de intelectuais e artistas oriundos dos diversos segmentos locais, que ali se encontram para sorver cultura.

Ontem, 14, o Memorial recebeu um público expressivo que foi prestigiar o lançamento do livro “Gênese”, do jovem acadêmico de Direito, Leonam Cunha, filho do prefeito “Souza” e da educadora Joseana Nogueira Cunha.

Apesar de Leonam Cunha ser estreante no mundo das letras, seu livro constitui uma coletânea com belos textos poéticos e de reflexões que não deixam dúvidas que o autor é um bom manuseador das palavras.

O livro é um dos mais bem produzidos pela Editora Sarau das Letras e somente na noite de autógrafos, ontem, vendeu mais de 150 exemplares.

Tanto o público presente no Memorial como o número de livros vendidos, são recordes no novo espaço cultural da cidade, que já ganhou a simpatia de todos.

Esse foi o terceiro livro de poesias e crônicas lançado no Memorial em menos de três semanas.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Acadêmico de Direito prepara o lançamento do seu primeiro livro de poesias, “Gênese”, nesta sexta-feira no Memorial Luiz Fausto de Medeiros

399769 OKLeonam Cunha se prepara para lançar seu primeiro livro de poesias

Depois dos escritores Francisco Rodrigues, o “Chico de Neco Carteiro”, e José Nicodemos, chegou a vez do acadêmico de Direito, Leonam Cunha, lançar seu primeiro livro de poesias. Intitulada “Gênese”, a obra será lançada na sexta-freira, 14, a partir das 19h, no Memorial Luiz Fausto de Medeiros.

A noite de autógrafos vai reunir os amantes da literatura e da cultura areia-branquense, que têm prestigiado os talentos locais das letras, desde que os lançamentos de obras literárias passou a ser realizado no novo espaço de lazer da cidade.

O lançamento do livro de Leonam, que é filho do prefeito Manoel Cunha Neto, “Souza” (PP), é promovido pela Editora Sarau das Letras, com o apoio cultural da Prefeitura de Areia Branca, por meio da Fundação Areia Branca de Cultura (Fundac).

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Jornalista do jornal O Mossoroense, redator do noticiário matinal “Costa Branca em Notícias”, da Rádio Costa Branca – FM 104,3 de Areia Branca (RN), onde aos domingos apresenta o programa de variedades “Domingão da 104”

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