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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Balanço do Morro, a Verde e Rosa potiguar, foi a campeã do Carnaval Multicultural de Natal 2016

Escola campeã do Carnaval natalense foi conhecida ontem

A Escola de Samba Balanço do Morro foi a grande campeã do Carnaval Multicultural de Natal 2016 promovido pela Prefeitura do Natal. A decisão foi conhecida na tarde de ontem, 11, nas dependências do Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão, na Ribeira. A escola levou para a avenida o enredo “50 anos de história do Mestre Lucarino”.

O segundo lugar do grupo A ficou com a “Malandros do Samba” e em terceiro a Escola “Asa de Ouro”. A campeã recebe um prêmio de R$ 9 mil, enquanto a vice-campeã R$ 5 mil e a terceira R$ 3 mil.

Nas Escolas de Samba do Grupo B, a campeã foi “Confiança do Samba’ e a vice “Acadêmicos do Morro”, sendo que ambas estarão no grupo A de 2017 e ainda receberão como premiação R$ 6 mil e R$ 4 mil, respectivamente. Nas Tribos de Índios, destaque para a conquista da Tupi Guarani e a vice campeã, a Guaracys.

O desfile das campeãs, dos segundos lugares e daqueles que conquistaram o acesso, acontece no sábado, 13, a partir das 20h, na avenida Duque de Caxias, na Ribeira.

O valor total dos recursos para a Chamada Pública de Credenciamento para apoio às agremiações carnavalescas (Escolas de Samba e Tribos de Índios) do Carnaval multicultural de Natal 2016 foi de R$ 191 mil.

Componentes da escola comemoraram a conquista do título

Passaram pela avaliação dos julgadores os seguintes aspectos das escolas de samba: bateria, samba enredo, evolução, fantasias, conjunto, mestre sala e porta bandeira, alegorias, adereços, harmonia, comissão de frente e tempo de duração do desfile.

Cada escola de samba do grupo A recebeu uma ajuda de custo de R$ 15 mil da prefeitura. Já para as agremiações do grupo B, a ajuda de custo foi de R$ 10 mil.

Fotos: João Maria Alves

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Mangueira é campeã do Carnaval 2016 no Rio de Janeiro com homenagem a Maria Bethânia

Homenagem a Maria Bethânia deu o título do Carnaval carioca à Verde e Rosa 

A Estação Primeira da mangueira se consagrou campeã do Carnaval 2016 no Rio de Janeiro, com 269,8 pontos, conquistando seu 18º título após apuração das notas realizada nesta quarta-feira, 10, na praça da Apoteose. Em uma disputa acirrada, decidida nos décimos, a Unidos da Tijuca ficou com o vice-campeonato.

Com apenas 265 pontos, a Estácio de Sá foi rebaixada para o grupo de acesso do Carnaval carioca.
A Mangueira encerrou a segunda noite de desfiles, já na madrugada de terça, homenageando a carreira da cantora Maria Bethânia, com o enredo "Maria Bethânia, a Menina dos Olhos de Oyá".

Após o fim da apuração, Chiquinho da Mangueira, presidente da escola, disse que "sabia que seria uma disputa acirrada. Qualquer uma que fosse campeã seria merecida. Foi o Carnaval mais disputado dos últimos 20 anos, na minha opinião". Ele comentou qual foi o segredo da vitória: "Eu acho que a Mangueira juntou o que precisava juntar, que é a juventude com a tradição, respeitando o que a escola tem de mais importante, que é a sua comunidade". Neste ano, a escola trouxe um carnavalesco e coreógrafos da comissão de frente e do casal de mestre-sala e porta-bandeira estreantes.

Evelyn Bastos foi a última rainha a desfilar na terça-feira, pela Mangueira

A rainha da bateria Evelyn Bastos creditou a vitória "à comunidade, que esteve com a gente o tempo inteiro, fez ensaios maravilhosos e fez um honroso desfile", e à cantora Maria Bethânia. "A Bethânia é uma grande força. E dessas duas grandes forças unidas saiu a grande campeã do Carnaval carioca".

Ao fim do desfile, o carnavalesco Leandro Vieira havia dito que "foi um desfilaço". Já na comemoração, na quadra da escola, ele disse não ter sentido medo. "Não tive medo de ninguém, o único medo que eu tinha era da própria Mangueira. Estava confiante. A Mangueira apostou no novo e esse foi o diferencial".

Ao receber o troféu de campeã, os integrantes da escola homenagearam o puxador Luizito, intérprete oficial da Mangueira, que morreu em setembro do ano passado.

Homenagens musicais

O último título da Mangueira tinha sido conquistado em 2002

As homenagens a grandes nomes da música brasileira costumam dar sorte à Estação Primeira, que já venceu com enredos sobre Chico Buarque (1998), Dorival Caymmi (1986), Braguinha (1984), o próprio samba (1968) e o Carnaval (1960). A própria Bethânia já havia sido homenageada em 1994, com um enredo sobre os Doces Bárbaros, como era chamado o grupo formado por ela, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Gal Costa. Na ocasião, a escola ficou apenas em 11º lugar, mas o samba ficou marcado como um dos melhores das últimas décadas.

O último título foi em 2002, com o Nordeste como tema. Depois disso, a escola passou por uma forte crise financeira, que levou a resultados ruins nos últimos anos. Mas a estreia do carnavalesco Leandro Vieira trouxe a escola de volta a sua melhor forma, com alegorias e fantasias suntuosas, que ao mesmo tempo facilitavam o desfile de seus componentes.

Estreia do carnavalesco Leandro Vieira trouxe a escola de volta a sua melhor forma

As notas foram lidas na seguinte ordem de quesitos: samba-enredo, enredo, comissão de frente, fantasia, mestre-sala e porta-bandeira, harmonia, evolução, bateria e alegorias e adereços. Alegorias e adereços foi definido como primeiro quesito de desempate, e bateria, o segundo.

Foram considerados 35 jurados, já que um julgador do quesito bateria foi cortado por conta de suposta amizade com Zezé Di Camargo e Luciano, homenageados da Imperatriz.  Seguindo o regulamento da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), foi repetida a nota mais alta obtida por cada escola no quesito.

A Mangueira somou 269,8 pontos. Na sequência vieram Tijuca (269,7), Portela (269,7), Salgueiro (269,5), Beija-Flor (269,3) e Imperatriz Leopoldinense (269,2). Essas escolas fazem no sábado, 13, o Desfile das Campeãs na Sapucaí. A Estácio de Sá (265) foi rebaixada.



Fotos/Reprodução: Jornal do Brasil/UOL/Rede Globo

Areia Branca realiza um Carnaval grandioso e tranquilo sem trio elétrico e sem bandas de renome

    Bloco "A Soma" é um exemplo que o Carnaval deste ano foi grandioso (Foto: Zona Fashion)

Crise à parte, fazer um bom Carnaval é mais fácil do que muita gente imaginava. Isso ficou provado agora, em 2016, quando se pensava que Areia Branca amargaria mais um ano sem o seu tradicional reinado de momo. E para surpresa de alguns, sem orçamento “gordo”, sem trio elétrico e sem bandas de renome a cidade vivenciou um dos seus melhores carnavais.

Os “arrastões” de domingo, 7, e de ontem, 9, animados pelo Paredão do Bodim foram tão grandiosos quanto aqueles puxados por trios elétricos e bandas da Bahia nos recentes carnavais.

Um dos fatores do sucesso da empreitada de iniciativa do deputado estadual Manoel Cunha Neto, 
“Souza” (PHS), com a parceria do empresário Medeiros Maia e outros amigos, foi a organização do evento, que permitiu à cidade um intenso período de folia, sem registro de violência.

Tanto a polícia, que trabalhou ininterruptamente, como a segurança privada contratada para garantir a ordem e a tranquilidade dos foliões nas ruas, na praia e nos “arrastões” foram fundamentais para o êxito da festa carnavalesca deste ano.

Até o pessoal do bloco “A Soma Dá Mais de 300”, que às vésperas do Carnaval andava cabisbaixo com a (quase) certeza de que o bloco não sairia com estrutura de som, mudou de ares com a confirmação do Paredão do Bodim para animar o mais famoso bloco independente da região. Na segunda-feira, 8, a carreta mais famosa do Brasil deu o seu recado, levando às ruas de Areia Branca uma multidão incalculável. Há quem diga que esse foi o maior Carnaval do bloco “A Soma”.

Geração de ocupação e renda

Paredão do Bodim levou o povão da praia até a cidade (Foto: Carlos Júnior)

Vale salientar que o Carnaval é umas das festas mais importantes para a economia da cidade de Areia Branca, que possui todos os ingredientes para se sustentar do turismo, basta explorar suas belezas naturais e revitalizar seu rico calendário de eventos.

Nas gestões dos ex-prefeitos Bruno Filho (PMDB) e Souza o Carnaval local cresceu tanto que colocou o município entre os melhores roteiros de folia no Estado. Levantamentos feitos à época mostraram que no período da festa eram gerados cerca de 3 mil empregos temporários, um número significativo para o município que tem menos de 30 mil habitantes. Acrescente-se cerca de 400 imóveis alugados durante a festa, geração de divisas para o município, renda para vendedores ambulantes e donos de bares, restaurantes, hotel e similares.

Além da alegria e segurança, o Carnaval de Areia Branca deste ano vai ser lembrado também pelo faturamento dos diversos setores no período de folia.

Bloco Os Cão desfila pelas ruas da Redinha numa tradição que já dura mais de 50 anos

No bloco, homens, mulheres e meninos usam a lama como fantasia (Foto: Alex Régis)

Há mais de 50 anos a tradição se repete na manhã da terça-feira de Carnaval. Cobertos de lama, os integrantes do bloco Os Cão desfilaram pelas ruas da praia da Redinha, na Zona Norte de Natal.

No mangue, às margens do rio Potengi, crianças e adultos dividem a mesma fantasia e usam a lama como principal adereço. E nem mesmo os veículos escapam. Motos e carros ganham uma nova pintura.

A brincadeira também atrai foliões de outros blocos de Natal e é motivo de orgulho para os moradores da Redinha. Até mesmo excursões de várias partes da cidade são organizadas para curtir a irreverência d'Os Cão. Para eles, este é o momento mais aguardado e mais importante do Carnaval natalense.

Confira, nas fotos abaixo, como foi o Carnaval do bloco Os Cão na manhã desta terça-feira, 9.  


Fotos: Frankie Marcone / Argemiro Lima / Novo Jornal  

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Império de Casa Verde é a campeã do Carnaval 2016 de São Paulo; X-9 e Pérola Negra foram rebaixadas

Império de Casa Verde conquista seu terceiro título (Foto: Barbara Alejandra/Famosidades)

Com um enredo abstrato sobre os mistérios da vida, a Império de Casa Verde foi eleita a campeã do Carnaval 2016 de São Paulo. O terceiro título da agremiação no Grupo Especial foi anunciado na tarde desta terça-feira, 9, em uma apuração marcada por confusão e reclamações de integrantes de outras escolas.

"Estamos muito emocionados com o trabalho que foi feito. Acho que foi bem concluído na avenida. E foi merecido esse título da Império aqui", comemorou Alexandre Furtado, presidente da campeã. "Acho que o público e o samba precisavam de uma mudança, de uma nova escola sendo campeã", avaliou Furtado, adiantando que a equipe criativa continua a mesma para o Carnaval 2017. "Foi um casamento certo."

Lívia Andrade, madrinha de bateria da Império (Foto: Iwi Onodera/EGO)

Ex-Rosas de Ouro e estreante na Império, o carnavalesco Jorge Freitas exaltou a comunidade: "Trabalho de um ano foi recompensado com esse título. É um trabalho muito forte de comunidade. Parabéns a vocês da Império", disse.

A rainha da bateria da agremiação, Valeska Reis, credita a vitória também à determinação de seus componentes. "Desfile foi incrível. Nós entramos na avenida com garra, com vontade de vencer. Vem na hora certa. E não foi mistério nenhum. Império campeão", comemorou.

      Valeska Reis, Rainha de Bateria da  escola, comemora o título (Foto: Daniel Teixeira/ Estadão)

Até o final da leitura do quarto quesito, samba-enredo, a Mocidade Alegre era a única escola com apenas notas 10 de todos os jurados – a agremiação "gabaritou" também mestre-sala e porta-bandeira, enredo e alegoria. Foi na categoria bateria que a Império de Casa Verde assumiu o topo e se manteve em primeiro lugar até o final da leitura das notas, terminando com 269,4 pontos. Acadêmicos do Tatuapé e Mocidade Alegre tiveram 269,1 pontos, e ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Com as piores notas, X-9 Paulistana e Pérola Negra foram rebaixadas para o Grupo de Acesso do Carnaval paulista.

Veja a classificação final das escolas de samba de São Paulo:

1 -Império de Casa Verde - 269,4 pontos

2 - Acadêmicos do Tatuapé - 269,1 pontos

3 - Mocidade Alegre - 269,1 pontos

4 - Vai Vai - 268,8 pontos

5 - Dragões da Real - 268,4 - pontos

6 - Unidos da Vila Maria - 268,4 - pontos

7 - Gaviões da Fiel - 268,3 pontos

8 - Águia de Ouro - 268,2 pontos

9 -  Nenê de Vila Matilde - 268 pontos

10 - Rosas de Ouro - 267,6 pontos

11 - Acadêmicos do Tucuruvi - 267,6 pontos

12 - Unidos do Peruche - 264,7 pontos

13 - Pérola Negra - 264 pontos

14 - X-9 Paulistana - 263,9 pontos


Fotos: Barbara Alejandra/Famosidades

Mangueira ganha o Estandarte de Ouro de melhor escola; Beija-Flor teve a melhor bateria

    O encantamento de Maria Bethânia no desfile da Mangueira (Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo)

A Estação Primeira de Mangueira ganhou o Estandarte de Ouro de melhor escola do Grupo Especial. A verde e rosa, que encerrou os desfiles, levou para a Sapucaí o enredo "Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá". O enredo autoral foi desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, estreante no Grupo Especial. O Estandarte de Ouro é o tradicional prêmio de O Globo que coroa os destaques do carnaval.

O desfile da verde e rosa, que explorou a religiosidade da homenageada, foi dividido em seis setores: "cabeça feita num candomblé de Ketu", "Bethânia: dos orixás e dos santos de altar", "Um Brasil guardado na voz, um Brasil na opinião", "Celebrando a obra musical da abelha rainha", "Mangueira apresenta 'o palco' de Maria Bethânia", "Santo Amaro e o céu de lona em verde e rosa". Foram 28 alas e seis alegorias. A filha de Dona Canô veio no último carro, o do circo, vestida por Gilda Midani.

Dona de 18 títulos, o último campeonato conquistado pela verde e rosa foi em 2002, com o enredo "Brasil com Z é pra cabra da pesté, Brasil com S é nação do Nordeste". Presidida por Francisco de Carvalho, o Chiquinho da Mangueira, a Verde e Rosa busca a reabilitação. Em 2015, a agremiação ficou em décimo lugar cantando as mulheres brasileiras.

COMISSÃO DE FRENTE

A Salgueiro ganhou o Estandarte de a melhor comissão de frente (foto: Antonio Scorza/O Globo)

O Salgueiro ganhou o Estandarte de comissão de frente, composta por malandros, damas da noite e um Exu. Foi uma das poucas que não utilizou tripé. Cada uma das três saias das damas comportava uma bailarina e um técnico, responsável por fazer a estrutura evoluir na pista. As saias eram equipadas com luzes de Led e soltavam fumaça na Sapucaí.

O responsável pela ala, Hélio Bejani, ficou emocionado com o prêmio. “Foram oito meses desde a ideia até a concepção e cinco meses de ensaio direto. Uma das nossas grandes ousadias foi fazer todo o trabalho da comissão no chão, sem tripé. Além disso, a gente também teve muito trabalho para fazer um novo tipo de malandro, mais contemporâneo, além, claro, de essa questão de ter uma pessoa deitada praticamente dentro de cada saia”, disse.

MESTRE-SALA

Phelipe Lemos, da Vila Isabel, ganhou o Estandarte de Ouro de melhor mestre-sala do Grupo Especial. Aos 26 anos, Lemos desfila no Carnaval carioca desde 1998, quando estreou pela Acadêmicos do Cubango. Como mestre-sala, foi revelado justamente pela Vila Isabel, onde ocupou o posto em 2009 e 2010. Entre 2011 e 2015, desfilou pela imperatriz - levando o Estandarte em 2013 e 2014.

“É muita emoção ser premiado justamente no ano em que retorno para a escola que me projetou. Ainda não consigo acreditar. Acho que o desfile desse ano foi mágico. A crise, que parecia ser algo ruim, acabou fazendo com que todos trabalhassem ainda mais e deixassem a festa mais bonita”,  diz.

PORTA-BANDEIRA

Marcela Alves, do Salgueiro, ganhou o Estandarte de melhor Porta-bandeira (Foto: Marcelo Carnaval/O Globo)

Marcella Alves, do Salgueiro, foi escolhida a melhor porta-bandeira. Ela estava fantasiada de rainha dos mendigos. Com 23 anos de Marquês de Sapucaí, é a terceira vez que ela vence a premiação. A primeira vez foi 2001, também pelo Salgueiro, quando tinha apenas 17 anos. Em 2013, venceu pela Mangueira.

“O desfile desse ano foi muito leve. Dava para sentir que todos os integrantes da escola estavam muito satisfeitos em estar ali. Depois dessa felicidade de levar o Estandarte, agora sigo confiante na possibilidade de levarmos o título”,  afirma.

SAMBA-ENREDO

A Portela ganhou o Estandarte de Ouro de melhor samba-enredo do Grupo Especial. De acordo com a comissão julgadora, os motivos foram a letra, a melodia e o efeito que provocou no público na avenida. A escola levou para a Sapucaí o enredo "O voo da Águia Portela, em 2016, nos conduzirá a lugares distantes, uma viagem sem fim que atravessa a história da humanidade". O samba-enredo é de composição de Samir Trindade, Wanderley Monteiro, Elson Ramires, Lopita 77, D-Menor e Edmar Jr.

PUXADOR DE SAMBA

Ito Melodia, União da Ilha do Governador, ganhou o Estandarte de melhor puxador (Foto: Guito Moreto/O Globo)

Ito Melodia, da União da Ilha do Governador, ganhou o Estandarte de Ouro de melhor puxador de samba. A escola da Zona Norte levou para a Sapucaí o enredo que tinha como pano de fundo as Olimpíadas deste ano.

O músico, um veterano da avenida, levou o prêmio pela quinta vez. Como puxador, ele venceu também em 2010 e 2011, pela União da Ilha do Governador. Além disso, dois sambas de sua composição foram premiados com o Estandarte no Grupo A: em 2002 (Unidos da Ponte) e 2010 (Império da Tijuca).

“Enfrentamos uma luta muito grande para conseguir fazer um desfile de alto nível. É uma honra muito grande ter o trabalho reconhecido”, diz Melodia.

BATERIA

     Beija-Flor de Nilópolis ganhou o Estandarte de melhor bateria (Foto: Antonio Scorza/O Globo)

Pela primeira vez desde a criação do prêmio, a Beija-Flor teve a melhor bateria do Grupo Especial. A atual campeã do carnaval entrou na Marquês de Sapucaí com um enredo que conta a história de Cândido José de Araújo Viana. A escola usou o fato de que o Marquês de Sapucaí nasceu em Minas Gerais para erguer uma onda dourada na avenida que, por mero acaso, tem o nome dele. Cerca de metade da escola veio folheada a ouro, num luxo que lembrou a escola dos primeiros tempos de Joãosinho Trinta.

“Este prêmio é fruto de muito trabalho. Já faz um tempo que apostamos na prata da casa. Hoje, quase toda a bateria da Beija Flor é oriunda do projeto social da escola. São garotos do município. Isso é um grande diferencial”, diz mestre Rodnei, que comanda a bateria ao lado do mestre Plínio.

A bateria contou com a participação de músicos da Orquestra Maré do Amanhã. Antes de entrar na Avenida, a bateria fez um esquenta e lembrou o enredo sobre Guiné Equatorial, que venceu em 2015 o carnaval.

PASSISTA FEMININA

Amanda Mattos, da Mangueira, ganhou o Estandarte de Ouro de melhor passista feminina.

PASSISTA MASCULINO

Jonatan, da São Clemente, ganhou o Estandarte de Ouro de melhor passista masculino.

ALA DE PASSISTA

A Vila Isabel ganhou o Estandarte de Ouro de melhor ala de passistas do Grupo Especial.

ENREDO

O Salgueiro ganhou o Estandarte de melhor enredo (Foto: Hermes de Paula/O Globo)

O Salgueiro ganhou o Estandarte de Ouro de melhor enredo do Grupo Especial. A escola levou para a Sapucaí o universo da malandragem, uma ópera clássica dividida em atos ao longo do desfile, desde o lado romântico dos cabarés à filosofia de botequim.

ALA

O Estandarte de melhor ala foi para "Cariocas são dourados", da União da Ilha do Governador (Foto: Guito Moreto/O Globo)

"Cariocas são dourados", da União da Ilha do Governador, ganhou o Estandarte de Ouro de melhor ala. Ela retratava personagens do Rio, como vendedor de mate, motorista de van, vendedor de picolé, entre outros.

REVELAÇÃO

Carnavalesco da Mangueira, Leandro Vieira, posa em frente a Santa Bárbara, na Cidade do Samba (Foto: Ana Branco) 

A revelação do Grupo Especial foi Leandro Vieira, carnavalesco que estreou na Mangueira. Com 31 anos, teve a missão de clocar na avenida o desfile em homenagem a Maria Bethânia.

PERSONALIDADE

Monarco ganhou o Estandarte de Ouro de personalidade do Grupo Especial (Foto: Guilherme Leporace/Agência O Globo)

Monarco, na Portela, foi a personalidade do Carnaval deste ano.

ALA DAS BAIANAS

A Estácio ganhou o Estandarte de Ouro de melhor ala das baianas do Grupo Especial (Foto: Gabriel de Paiva/O Globo)

A Estácio ganhou o Estandarte de Ouro de melhor ala das baianas do Grupo Especial. As baianas representaram o sincretismo de São Jorge com o orixá Ogum, cultuado pelos negros escravos que trabalhavam com ferro e fogo, nos idos do século XVII.

O tradicional prêmio do Jornal O GLOBO é apresentado pela Riotur, com patrocínio do Banco do Brasil, Sky, apoio de Prezunic, Barra Shopping e Itaipava. (Com informações do Jornal O Globo).

"Arrastão" desta terça-feira com Paredão do Bodim promete ser maior que o de domingo passado

Deputado Souza com Israel Dantas, o "Bodim do Paredão", no "arrastão" de domingo (Foto: Evandson Bernardo) 

Nesta terça-feira, 9, haverá mais um “arrastão” no circuito praia-centro, o último do Carnaval 2016 de Areia Branca. Nos moldes dos anteriores, a concentração na praia de Upanema começa a partir do meio-dia, sendo que os preparativos para a saída começam às 16h, conforme a organização do evento.

Atração do Carnaval deste ano, em Areia Branca, o Paredão do Bodim, a carreta mais famosa do Brasil, vem com um repertório repleto de grandes sucessos que marcaram outros carnavais e da atualidade.

Conforme os organizadores, a expectativa para este último “arrastão” do Carnaval, hoje, é muito grande, considerando que o número de pessoas deverá ser bem superior ao primeiro, realizado no domingo, 7.

Para o realizador do Carnaval de Areia Branca deste ano, com apoio de amigos, deputado estadual Manoel Cunha Neto, “Souza” (PHS), mais importante que a folia que já é uma marca registrada na cidade, é o clima de tranquilidade que vem predominando desde quando iniciou a maratona de folia no município. “Graças a Deus o Carnaval está terminando como começou, com índice zero de violência”, comentou o parlamentar ao elogiar a postura do folião diante da grandiosidade que foi o “arrastão” do domingo e a festa do bloco “A Soma Dá Mais de 300”, ontem, 8.

Para hoje, promessa de praia lotada e “arrastão” gigantesco, transformando o circuito praia-centro num autêntico “formigueiro humano”. 

Bloco "A Soma Dá Mais de 300" supera expectativa e leva multidão recorde às ruas de Areia Branca

Concentração do bloco "A Soma", no Largo da Praça da Conceição  

Se alguém tinha dúvida sobre a grandiosidade do bloco "A Soma Dá Mais de 300", essa foi desfeita no Carnaval deste ano, quando levou às ruas uma multidão incalculável, considerada a maior em quase duas décadas de existência do bloco.

O que se viu nas ruas de Areia Branca na tarde/noite desta segunda-feira, 8, foi algo impressionante. A multidão começou a chegar no Largo da Praça da Conceição por volta das 16h. Levando para o lado carnavalesco, era como se tivessem abertos os portões de uma fábrica de horror, colocando nas ruas figuras bizarras, com pinturas e fantasias inimagináveis. Isso faz “A Soma” ser um bloco diferente, que na segunda-feira de Carnaval atrai amantes da folia e simpatizantes de todos os recantos do RN e estados vizinhos.

Tentação para todos os gostos

Ao contrário dos anos anteriores, hoje o bloco não contou com a presença de trio elétrico com orquestra de frevo. Mas para compensar, contou com a animação do Paredão do Bodim, a carreta mais famosa do Brasil.

Com seus potentes equipamentos, o paredão supriu todas as necessidades de som para o estirão de pessoas que se posicionou atrás da carreta. Essa questão do som sempre foi um problema e motivo de muitas reclamações dos foliões do bloco “A Soma”, já que aqueles que ficavam da metade para o final do “arrastão” não ouvia praticamente nada.

Figuras estranhas chamaram a atenção na concentração do bloco 

Iniciativa do deputado estadual Manoel Cunha Neto, “Souza” (PHS), em parceria com o empresário Medeiros Maia e outros amigos, o Paredão do Bodim foi a sensação do bloco “A Soma” este ano. Quem não foi perdeu o maior e mais animado Carnaval do bloco “A Soma Dá Mais de 300”. Foi um espetáculo!

Confira flagrantes do que rolou na concentração do bloco "A Soma", nesta segunda-feira.


Fotos: Do Blog 

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Jornalista do jornal O Mossoroense, redator do noticiário matinal “Costa Branca em Notícias”, da Rádio Costa Branca – FM 104,3 de Areia Branca (RN), onde aos domingos apresenta o programa de variedades “Domingão da 104”

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